Proposta de atuação fonoaudiológica para estudantes de comunicação : efeitos de dois tipos de treinamento
Objetivo: Comparar os efeitos de dois programas de aperfeiçoamento da comunicação oral para estudantes de comunicação. Métodos: O estudo foi desenvolvido em duas fases. Na Fase 1, foi feito o mapeamento do eixo condutor da prática fonoaudiológica em expressividade verbal, seguido da elaboração de do...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/50569 |
| Acesso em linha: | https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5019249 http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50569 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Voice Speech Communication Voice training Speech, language and hearing sciences Voz Fala Comunicação Treinamento da voz Fonoaudiologia |
| Resumo: | Objetivo: Comparar os efeitos de dois programas de aperfeiçoamento da comunicação oral para estudantes de comunicação. Métodos: O estudo foi desenvolvido em duas fases. Na Fase 1, foi feito o mapeamento do eixo condutor da prática fonoaudiológica em expressividade verbal, seguido da elaboração de dois treinamentos: Grupo de Desenvolvimento da Voz para a Comunicação Oral (GV) e Grupo de Desenvolvimento da Expressividade Verbal para a Comunicação Oral (GE). Cada grupo teve, em média, 20 participantes, oito semanas de duração e encontros de duas horas. Na última etapa da Fase 1 ocorreu a instrução dos fonoaudiólogos que conduziram os grupos. Na Fase 2, os sujeitos foram recrutados e divididos aleatoriamente entre os grupos. Participaram do estudo 103 estudantes de comunicação, sendo 46 alunos em GV (16 homens e 30 mulheres, média de 20,6 anos de idade) e 57 alunos em GE (10 homens e 47 mulheres, média de 20,2 anos), distribuídos em cinco grupos ao longo de um ano: G1 (n=19), G2 (n=24), G3 (n=20), G4 (n=25) e G5 (n=15). Aplicaram-se os protocolos: autoavaliação do envolvimento e do rendimento da comunicação durante o treinamento, avaliação da forma e do conteúdo do treinamento, Questionário de Clima de Grupo – QCG, autoavaliação da voz e Teste de Autoavaliação da Competência Comunicativa – TACCOM. Os participantes gravaram a leitura de um mesmo texto informativo no início e no final do treinamento, sendo realizada a análise perceptivo-auditiva do grau geral do desvio vocal, a comparação das leituras e a caracterização da melhor emissão de acordo com parâmetros selecionados. Resultados: Os participantes de GE mostraram-se mais envolvidos com o treinamento e consideraram melhor o rendimento de sua comunicação em comparação com GV. A forma e o conteúdo do treinamento foram bem avaliados e, apesar das diferenças entre as propostas, as notas atribuídas foram semelhantes em ambos os grupos, com predomínio do clima de grupo de engajamento em GV e GE. Os estudantes avaliaram melhor sua voz e sua competência comunicativa no momento pós-treinamento, não havendo diferenças entre os grupos estudados. O grau geral do desvio vocal foi classificado como ausente em ambos os grupos, nos momentos pré e pós-treinamento. As leituras foram consideradas melhores ao final do treinamento quando comparadas às emissões do momento inicial. Quanto à razão da melhoria, não houve diferença entre os parâmetros ‘voz e fala’ e ‘interpretação’ entre os grupos, e os indicadores ‘voz limpa’ e ‘envolvimento’ evidenciaram as mudanças mais marcantes em GV e GE. Os recursos vocais de velocidade de fala, pausas, modulação e ênfases foram utilizados de forma adequada ao texto durante a leitura no momento pós-treinamento, em ambos os grupos. Conclusão: Os resultados da pesquisa mostraram o efeito positivo do treinamento para estudantes de comunicação nos dois grupos estudados. Houve diferença entre os momentos pré e pós-treinamento em todas as medidas avaliadas, sendo que as leituras consideradas como melhores correspondiam às emissões pós-treinamento. Na comparação entre GV e GE, a única diferença encontrada entre os grupos foi a autoavaliação de envolvimento e de rendimento na comunicação ao longo do treinamento, sendo observadas maiores notas em GE. Não houve diferença entre os grupos nos demais parâmetros selecionados. As abordagens de voz e expressividade, se aplicadas conjuntamente, podem potencializar os resultados de um treinamento fonoaudiológico de aperfeiçoamento da comunicação oral de estudantes de comunicação. |
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