Neurociênia, educação e a formação de professores: a percepção sobre origem e aceitação de neuromitos entre licenciados em Ciências da Natureza

Neuromitos são informações desencontradas sobre o funcionamento cerebral, supostamente baseadas em pesquisas científicas. A sua relação com a Educação cresceu nas últimas décadas com a expansão da Neurociência Cognitiva, despertando o interesse de professores, professores em formação e comunidade em...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Matheus Augusto
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.uepg.br:prefix/3292
Acceso en línea:http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3292
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::MATEMATICA
Neurociência
Educação
Formação de Professores
Neuromitos
Descripción
Sumario:Neuromitos são informações desencontradas sobre o funcionamento cerebral, supostamente baseadas em pesquisas científicas. A sua relação com a Educação cresceu nas últimas décadas com a expansão da Neurociência Cognitiva, despertando o interesse de professores, professores em formação e comunidade em geral. A receptividade apresentada pode influenciar de forma negativa suas práticas e conhecimentos em relação ao ensino e a aprendizagem por se mostrarem vulneráveis ao bombardeio de informações circulantes em mídias populares e a falta de conhecimentos específicos. Com base nessas informações, a presente pesquisa tem como objetivo caracterizar o perfil da incidência de neuromitos entre licenciandos nas áreas de Ciências da Natureza, assim como suas origens e implicações. Se trata de uma pesquisa qualitativa com abordagem metodológica de análise quanti-qualitativa. Os participantes são licenciandos dos cursos de Biologia, Física e Química da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná. A coleta dos dados foi composta por duas etapas: 1) questionário via formulário online (N=33); e 2) entrevista semiestruturada (N=11). Para o tratamento dos dados foram empregadas a Análise Descritiva Percentual para as questões objetivas, enquanto a Análise Textual Discursiva e Análise de Clusters foi utilizada no restante dos dados, nas quais tornou-se possível identificar cinco clusters, isto é, cinco grupos de licenciandos conforme suas semelhanças e dissemelhanças, em relação as suas percepções sobre neuromitos. Os resultados apontaram que independente da trajetória escolar percorrida, curso, gênero e período letivo, existe entre os licenciandos a crença na maioria dos dez neuromitos discutidos, e uma baixa crença em apenas dois, porém suas falas demonstram que há confusão em relação a aplicação de tais conhecimentos e concordar ou desconhecer os neuromitos não se mostram significamente diferentes quanto as implicações a eles relacionadas. Tais resultados vão ao encontro de pesquisas já realizadas em outros países e tais pressupostos permitem afirmar que existe uma cultura comum partilhada entre esses licenciandos que foi se delineando ao longo de suas trajetórias, seja pelos meios de comunicação, mídias socias ou percurso educacional, desde a Educação Básica até o Ensino Superior, indicando a necessidade de Alfabetização Científica relacionada a Neurociência e uma educação baseada em evidências.