Alterações hemodinâmicas agudas e subagudas em indivíduos com cardiopatia chagásica crônica submetidos a diferentes protocolos de treinamento muscular inspiratório: ensaio clínico

Pacientes com cardiomiopatia chagásica crônica (CCC) podem apresentar limitações funcionais associadas a uma diminuição da força muscular inspiratória O treinamento muscular inspiratório (TMI) é uma estratégia não farmacológica importante indicada para quem apresenta fraqueza dos músculos respiratór...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Frota, Aline Xavier
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/63067
Acesso em linha:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/63067
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Treinamento Muscular Inspiratório
Doença de Chagas
Insuficiência Cardíaca
Endurance
Força
Inspiratory Muscle Training
Chagas Disease
Heart Failure
Strength
Treino Aeróbico
Cardiomiopatia Chagásica
03 Saúde e Bem-Estar
Descrição
Resumo:Pacientes com cardiomiopatia chagásica crônica (CCC) podem apresentar limitações funcionais associadas a uma diminuição da força muscular inspiratória O treinamento muscular inspiratório (TMI) é uma estratégia não farmacológica importante indicada para quem apresenta fraqueza dos músculos respiratórios. No entanto não há relatos na literatura sobre os benefícios do TMI na CCC. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado cross-over em pacientes adultos com CCC de ambos os sexos. Os indivíduos foram submetidos a manovacuometria para definir a pressão inspiratória máxima (Pimax). Posteriormente, foi realizado de forma aleatória dois protocolos de TMI usando um dispositivo linear de carga leve POWERBreath classic®: Um direcionado a força muscular (TMIF: 3 séries de 10 repetições) com carga de 60% da Pimax e outro direcionado ao endurance (TMIE: 3 séries de 20 repetições) com carga de 30% das Pimax, com um período dois minutos de recuperação entre as séries. Os protocolos foram realizados no mesmo dia com período de washout de duas horas. A frequência cardíaca (FC) foi monitorada continuamente através de monitor de FC da marca Polar® e a pressão arterial (PA) foi aferida através do esfigmomanômetro digital Omron®. Todas as medidas foram realizadas no início, durante o exercício e 60 minutos após o término do exercício. A percepção de esforço foi avaliada usando a escala de Borg modificada. Resultados: Não foram observadas diferenças significativas entre as variáveis durante os protocolos. A percepção de esforço foi a variável que mais se alterou durante os protocolos de TMI, sendo maior no TMIE do que no TMIF (β=+1.6, p=0.001; β=+1.1, p=0.020; β= +0.9, p=0.078 para 1ª, 2ª e 3ª séries, respectivamente). Conclusão: Este estudo indica que o TMI em pacientes com CCC não apresenta repercurssões hemodinâmicas significativas e pode ser considerada uma estratégia terapêutica segura para esses pacientes. No entanto uma maior percepção de esforço foi observada durante o protocolo de endurance, provavelmente devido ao maior tempo de exercício