Utilizando um modelo DSGE para avaliar os efeitos macroeconômicos dos recolhimentos compulsórios no Brasil

O objetivo deste artigo é estimar um modelo dinâmico estocástico de equilíbrio geral (DSGE) para fazer uma avaliação quantitativa dos impactos macroeconômicos dos recolhimentos compulsórios quando comparados aos da taxa de juros de curto prazo. Para tal, estimou-se uma versão modificada do modelo pr...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Areosa, Waldyr Dutra, Coelho, Christiano Arrigoni
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Repositorio:Repositório Institucional da IPEA (RCIpea)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/6643
Acceso en línea:http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/6643
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Política Monetária
Fricções de crédito
Instrumentos de política monetária
Regras de juros
Recolhimentos compulsórios
Descripción
Sumario:O objetivo deste artigo é estimar um modelo dinâmico estocástico de equilíbrio geral (DSGE) para fazer uma avaliação quantitativa dos impactos macroeconômicos dos recolhimentos compulsórios quando comparados aos da taxa de juros de curto prazo. Para tal, estimou-se uma versão modificada do modelo proposto por Gertler e Karadi (2011), incorporando os recolhimentos compulsórios, utilizando a metodologia Bayesiana. No modelo estimado, existe uma restrição de alavancagem endógena imposta pelos depositantes aos bancos como forma de lidar com um problema de risco moral e com os recolhimentos compulsórios que afetam essa alavancagem máxima. Com os parâmetros do modelo estimados e calibrados para o Brasil, simularam-se as respostas das principais variáveis macroeconômicas às variações inesperadas na alíquota do compulsório e na taxa básica de juros. Os resultados mostram que uma variação de 10% na alíquota dos recolhimentos compulsórios tem um impacto macroeconômico bem inferior a uma variação de 1% ao ano da taxa básica de juros, o que coloca dúvidas em relação à eficácia do uso dos recolhimentos compulsórios como instrumento de política monetária.