Experimentações urbanas: para esticar horizontes e sentidos

Logo que cheguei a São Paulo, abruptas mudanças foram impostas devido a pandemia de Covid-19 reestruturando nossos espaços de vida requerendo deles novas condições de habitar. Meu corpo confinado e solitário começou a produzir afetos cada vez mais reativos, em virtude do automatismo gerado. E é dian...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Santos, Gustavo Pimenta dos
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-12122023-124734
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16136/tde-12122023-124734/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Body
Cartografias
Cartographies
Cidade
City
Corpo
Experience
Experiência
Rhizome
Rizoma
Descrição
Resumo:Logo que cheguei a São Paulo, abruptas mudanças foram impostas devido a pandemia de Covid-19 reestruturando nossos espaços de vida requerendo deles novas condições de habitar. Meu corpo confinado e solitário começou a produzir afetos cada vez mais reativos, em virtude do automatismo gerado. E é diante desse cenário que a pesquisa se desdobra, mais especificamente, a partir do rompimento com essa escala reduzida para esticar meus horizontes e sentidos através do caminhar a fim de que sejam experimentadas cidades outras nesses encontros. Essa é, pois, minha proposta. Alinhavar a ideia de rizoma, uma estrutura de passagens repleta de confusões métricas, sem começo, fim, centro ou periferia com um processo de escrita experimental do e pelo corpo que se faça pelos contingenciamentos urbanos. Procuro, assim, investigar como ele possibilita modos de dizer-cidade como potência que se abre à produção da diferença e multiplicidade. Tomo os escritos de Gilles Deleuze e Félix Guattari sobre o rizoma para justificar meu pensamento de diferentes entradas e saídas possíveis na cidade a partir da escolha do corpo que caminha como intercessor. Esse corpo pensado como linguagem e escala intensiva permite que grafias e narrativas da cidade sejam reconstruídas mediante os atravessamentos de sua exposição, desdobrando-se em produções cartográficas construídas a partir dos encontros agenciados pelo meu corpo na cidade de São Paulo. Portanto, é a partir desse contexto que vejo e coloco minhas experimentações.