O ÍNDIO E SEU ESPELHO VIRTUAL: REFLEXÕES SOBRE A AUTO-IDENTIFICAÇÃO PANKARARU NA CONTEMPORANEIDADE

O exercício para uma classificação homogeneizante de grupos etnicamente distintos levanta questões a respeito das suas tradições, com rebatimento nos seus processos identitários e territoriais. O que define ser ou não ser índio na contemporaneidade? Contrariando a ossificada e colonizadora ideia da...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Bitencourt, Ricardo, Marques, Juracy, Rocha, Júlio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)
Repositorio:Revista de Educação do Vale do São Francisco
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.univasf.edu.br:article/319
Acceso en línea:https://www.periodicos.univasf.edu.br/index.php/revasf/article/view/319
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Pankararu
Conflitos
Identidade
Educação Indígena
Descripción
Sumario:O exercício para uma classificação homogeneizante de grupos etnicamente distintos levanta questões a respeito das suas tradições, com rebatimento nos seus processos identitários e territoriais. O que define ser ou não ser índio na contemporaneidade? Contrariando a ossificada e colonizadora ideia da imagem de um “índio original”, que habita predominantemente o processo educacional e político brasileiro, percebe-se a abrangência dessas identidades não só no campo do território físico/geográfico, mas, também, num outro atingido pelas diversas formas e meios de virtualização no Ciberespaço. Nessa direção, percebem-se as intencionalidades jurídicas que, sob o argumento de uma unidade nacional, propõe descasos oficiais em prol da exploração dos territórios tradicionais desses povos, o que é frequentemente divulgado nos espaços de formação oficiais. Ressalta-se, por fim, a importância das mídias livres para a construção de processos educacionais que promovam o reconhecimento de uma imagem de índio baseada numa perspectiva do sentido construído por esses grupos, e não a partir de pressões da ação homogeneizante dos sistemas históricos atrelados a modelos colonizadores, com rebatimento no campo jurídico-formal.