Regeneração do autoimplante esplênico em ratos: avaliação morfofuncional e imuno-histoquímica

Diante da importância do baço, deve-se tentar a sua preservação sempre que possível e, nas situações em que a esplenectomia total é inevitável, a única alternativa para a preservação de sua função parece ser a realização do autoimplante esplênico. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho foi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sousa, Valesca Oliveira de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/12351
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12351
Access Level:acceso abierto
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Baço Cirurgia
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description Diante da importância do baço, deve-se tentar a sua preservação sempre que possível e, nas situações em que a esplenectomia total é inevitável, a única alternativa para a preservação de sua função parece ser a realização do autoimplante esplênico. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho foi analisar o desenvolvimento da regeneração morfológica do tecido autoimplantado, sob microscopia de luz e por imunomarcação, e avaliar a regeneração funcional, por meio da depuração dos corpúsculos de Howell-Jolly, em ratos submetidos a esplenectomia total combinada com autoimplante esplênico. Foram utilizados 112 ratos Wistar albinos machos adultos, distribuídos aleatoriamente em 16 grupos. Semanalmente, durante 16 semanas, os sete animais de cada grupo foram submetidos a coleta sanguínea, sendo preparadas lâminas para avaliação da presença de corpúsculos de Howell-Jolly (avaliação funcional), que estiveram presentes durante as 15 primeiras semanas, sendo que, a partir da oitava semana, houve uma diminuição significativa, mas somente não foram mais identificados na 16ª semana. Em seguida à coleta sanguínea, os animais correspondentes a cada semana foram mortos por sobredose anestésica e submetidos a relaparotomia para retirada do tecido esplênico autoimplantado regenerado. Posteriormente, esse tecido regenerado foi analisado sob microscopia de luz, onde, sob coloração de hematoxilina-eosina, observou-se regeneração morfológica completa do tecido autoimplantado a partir da oitava semana, sendo encontrado um tecido morfologicamente idêntico ao baço normal. Com a técnica de resorcina-fucsina de Weigert, identificaram-se fibras do sistema elástico, demonstrando elastogênese intensa no processo de regeneração do tecido esplênico autoimplantado. Na imunomarcação com antígeno de proliferação celular nuclear (PCNA), observou-se proliferação celular, evidenciando uma expressão gradativa das células a partir da 2ª semana, sendo que, nas 9ª e 10ª semanas, observou-se aumento significativo na imunodensidade, quando comparadas às demais, o que não ocorreu com a técnica para caspase-3, onde a apoptose mais intensa ocorreu nas primeiras semanas. Nossos resultados mostram que, com oito semanas, existe regeneração morfológica do autoimplante esplênico, assemelhando-se a um baço normal, no mesmo momento em que parece iniciar-se a sua regeneração funcional.
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Neste contexto, o objetivo do presente trabalho foi analisar o desenvolvimento da regeneração morfológica do tecido autoimplantado, sob microscopia de luz e por imunomarcação, e avaliar a regeneração funcional, por meio da depuração dos corpúsculos de Howell-Jolly, em ratos submetidos a esplenectomia total combinada com autoimplante esplênico. Foram utilizados 112 ratos Wistar albinos machos adultos, distribuídos aleatoriamente em 16 grupos. Semanalmente, durante 16 semanas, os sete animais de cada grupo foram submetidos a coleta sanguínea, sendo preparadas lâminas para avaliação da presença de corpúsculos de Howell-Jolly (avaliação funcional), que estiveram presentes durante as 15 primeiras semanas, sendo que, a partir da oitava semana, houve uma diminuição significativa, mas somente não foram mais identificados na 16ª semana. Em seguida à coleta sanguínea, os animais correspondentes a cada semana foram mortos por sobredose anestésica e submetidos a relaparotomia para retirada do tecido esplênico autoimplantado regenerado. Posteriormente, esse tecido regenerado foi analisado sob microscopia de luz, onde, sob coloração de hematoxilina-eosina, observou-se regeneração morfológica completa do tecido autoimplantado a partir da oitava semana, sendo encontrado um tecido morfologicamente idêntico ao baço normal. Com a técnica de resorcina-fucsina de Weigert, identificaram-se fibras do sistema elástico, demonstrando elastogênese intensa no processo de regeneração do tecido esplênico autoimplantado. Na imunomarcação com antígeno de proliferação celular nuclear (PCNA), observou-se proliferação celular, evidenciando uma expressão gradativa das células a partir da 2ª semana, sendo que, nas 9ª e 10ª semanas, observou-se aumento significativo na imunodensidade, quando comparadas às demais, o que não ocorreu com a técnica para caspase-3, onde a apoptose mais intensa ocorreu nas primeiras semanas. Nossos resultados mostram que, com oito semanas, existe regeneração morfológica do autoimplante esplênico, assemelhando-se a um baço normal, no mesmo momento em que parece iniciar-se a sua regeneração funcional.Given the importance of the spleen, it should be preserved whenever possible. If splenectomy is crucial, the only alternative to preserve spleen function is to perform a splenic auto-implantation. The aim of the present study was to assess the morphological regeneration of an auto-implanted spleen and to correlate it to its functional regeneration in a model of splenectomy combined with splenic auto-implantation in rats. Three-month old male Wistar rats (n=112) were randomly allocated into 16 groups (n=7). During 16 weeks, blood was collected to evaluate the presence of Howell-Jolly bodies (functional evaluation). These structures were found during the 15 first weeks, but decreased progressively starting at the 8th week, and were no longer found at the 16th week. In each specific week, after blood collection, rats were killed by anesthetic overdose and subjected to relaparotomy in order to retrieve the regenerated auto-implanted splenic tissue. The tissue was stained by hematoxylin and eosin and analyzed under the light microscope. Full morphological regeneration of the auto-implanted tissue was seen at the 8th week. Intense elastogenesis was detected by the Weigert resorcin-fuchsin stain during regeneration. Cell proliferation was increased starting at the 2nd week, and the highest density was seen at the 9th and 10th weeks (assessed by the immunohistochemistry of the proliferating cell nuclear antigen [PCNA]). Caspase-3 stain indicated higher apoptosis at the first weeks of experiment. The present data show that there is a morphological regeneration of the splenic auto-implant after 8 weeks of implantation, resulting in a morphologically healthy spleen, and it matches the initiation of the functional regeneration.Universidade do Estado do Rio de JaneiroCentro Biomédico::Faculdade de Ciências MédicasBRUERJPrograma de Pós-Graduação em Fisiopatologia e Ciências CirúrgicasMarques, Ruy Garciahttp://lattes.cnpq.br/9834395683414025Carvalho, Jorge José dehttp://lattes.cnpq.br/2608779267915272Melo, Paulo de Assishttp://lattes.cnpq.br/6954875796234519Machado, Ana Carolina Stumbohttp://lattes.cnpq.br/07056518207395192021-01-06T20:38:41Z2013-09-252011-07-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSOUSA, Valesca Oliveira de. Regeneração do autoimplante esplênico em ratos: avaliação morfofuncional e imuno-histoquímica. 2011. 65 f. Dissertação (Mestrado em Sistema Urogenital; Sistema Cardiovascular; Técnica operatória e Cirurgia Experimental) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011.http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12351porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJinstname:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)instacron:UERJSousa, Valesca Oliveira de2024-02-26T19:45:32Zoai:www.bdtd.uerj.br:1/12351Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bdtd.uerj.br/PUBhttps://www.bdtd.uerj.br:8443/oai/requestbdtd.suporte@uerj.bropendoar:29032024-02-26T19:45:32Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)false
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