Diálogo com mortos: uma antologia dos epigramas fúnebres latinos

Nesta dissertação, apresenta-se uma antologia de epigramas fúnebres latinos e propõe-se uma proposta de tradução a partir da análise dos elementos expressivos e poéticos dessas inscrições. Se, em um primeiro momento, os epigramas funerários restringiam-se a apenas nomear o morto, ao longo do tempo,...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Lemes, Ana Carolina [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/213966
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/213966
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Epigrama
Inscrição
Fúnebre
Funerário
Latim
Romano
Epigrafia
Tradução
Epigram
Inscription
Funerary
Translation
Latin
Epigraphy
Roman
Descripción
Sumario:Nesta dissertação, apresenta-se uma antologia de epigramas fúnebres latinos e propõe-se uma proposta de tradução a partir da análise dos elementos expressivos e poéticos dessas inscrições. Se, em um primeiro momento, os epigramas funerários restringiam-se a apenas nomear o morto, ao longo do tempo, passaram a ampliar seu conteúdo e a fazer uso de versos poéticos e metrificados. De tal costume, pode-se depreender uma grande preocupação com a imagem que se perpetuará do falecido, assim como a tentativa de criar uma memória ativa que celebre o morto e seus familiares. Para isso, esses epigramas buscavam atrair a atenção dos possíveis leitores, lançando mão de recursos linguísticos como o uso das funções da linguagem, como a poética e a conativa. Através desses recursos, os autores das inscrições pretendiam conseguir a captatio beneuolentia dos leitores, a fim de que se eternizasse, por meio deles, a memória individual do falecido. O corpus selecionado compreende 32 inscrições produzidas entre os séculos I a.C e II d.C, coletadas nos dois volumes da antologia Carmina Latina Epigraphica, organizados por Bücheler-Lommatzsch (1895). Este gênero epigramático é reconhecido, ademais, pelo uso de tópicas comuns, sendo uma das mais difundidas a expressão sit tibi terra leuis, que é recorte e foco desta pesquisa. Argumenta-se que, embora seja presente esse caráter formular entre os poemas fúnebres, eles almejam uma originalidade artística, notável tanto no trato com a língua latina quanto no cuidado dedicado aos suportes epigráficos em que foram inscritos.