Paciente comatoso: sujeito e objeto

O objeto de pesquisa da presente investigação é a verificação de uma possível resposta emocional dos pacientes comatosos frente aos estímulos de seus familiares. Pretende-se identificar se o paciente comatoso internado na Unidade de Terapia Intensiva responde aos estímulos do visitante. E como objet...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Vale, Carla Cristina Soares de Oliveira do
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/563
Acesso em linha:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/563
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Coma
Unidades de Terapia Intensiva
Consciência
Emoções Manifestas
Escala de Coma de Glasglow
Intensive Care Units
Consciousness
Expressed Emotion
Glasglow Coma Scale
Descrição
Resumo:O objeto de pesquisa da presente investigação é a verificação de uma possível resposta emocional dos pacientes comatosos frente aos estímulos de seus familiares. Pretende-se identificar se o paciente comatoso internado na Unidade de Terapia Intensiva responde aos estímulos do visitante. E como objetivos específicos: Descrever as alterações das respostas fisiológicas monitoradas nos pacientes comatosos internados na UTI durante as visitas e destacar a importância ou não da comunicação verbal e não verbal com os pacientes comatosos. Atualmente, apesar dos avanços da Medicina e da Neurociência, ainda não se tem uma resposta precisa sobre o que se passa emocionalmente com o paciente em coma, o que demanda uma melhor compreensão dos seus processos emocionais. A pesquisa caracteriza-se por ser um estudo qualitativo, realizado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora. Utilizou-se como metodologia a Análise do Conteúdo proposta por Bardin e a observação. A análise de conteúdo foi aplicada às entrevistas realizadas com os visitantes enquanto que a observação foi utilizada para identificar as alterações fisiológicas no momento da visita. A coleta de dados se deu em 45 dias de observação com pacientes que estavam dentro dos critérios de inclusão da pesquisa. Foram pesquisados 11 pacientes comatosos que estavam ligados a um monitor eletrônico multiparâmetros e à respiração artificial. Estes aparelhos mediam em tempo real os parâmetros fisiológicos que indicariam uma resposta do paciente frente ao estímulo do visitante (pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória). Essa medição foi feita antes, durante e depois das visitas e os dados foram registrados em uma planilha com o intuito de comparar os padrões fisiológicos e identificar alterações. Essa medição foi registrada em dois momentos sem estímulo (antes e depois da visita) e em três momentos com estímulo do visitante (durante a visita). A análise temática das entrevistas e do diário de campo resultou em três grandes categorias: 1- Respostas Emocionais nos pacientes comatosos, na qual se constatou a presença de respostas emocionais nos pacientes comatosos, identificadas através de dois aspectos: alterações fisiológicas e superficialização do nível de consciência; 2- A importância de um outro em que foi descrito os tipos de interação entre visitantes e pacientes, além de abordar a importância da visita na perspectiva do visitante; 3- Possibilidades de humanização no atendimento ao paciente comatoso onde foi discutida a relevância da atuação do psicólogo na UTI. Desta forma, a pesquisa indica a presença de respostas emocionais do paciente comatoso e possibilita informações para que se realizem o preparo da equipe multiprofissional para acolher os familiares que vivenciam este momento de crise estimulando de forma adequada e eficaz a interação dos binômios: “profissionais-família” e “família-doente”. Quanto ao binômio “profissional-paciente” a pesquisa contribui para a humanização combatendo a reificação do paciente em estado de coma. Como desdobramento desse estudo indica-se ainda novas pesquisas com outras tecnologias como a ressonância magnética e uma maior quantidade de pacientes.