Uma fotografia sociolinguística da variaação dos verbos botar e colocar no falar de Fortaleza-Ce
<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">A variação linguística está presente em todas as línguas, sendo impossível falarmos em homogeneidade, ou seja, a língua é heterogênea e passível a mudanças. A dinamicidade de...
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual do Ceará |
| Repositório: | Repositório Institucional da UECE |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:uece.br:103680 |
| Acesso em linha: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=103680 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Botar Colocar Fala popular NORPOFOR Teoria variacionista |
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<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">A variação linguística está presente em todas as línguas, sendo impossível falarmos em homogeneidade, ou seja, a língua é heterogênea e passível a mudanças. A dinamicidade de uma língua é motivada por fatores que sistematizam e possibilitam prever a heterogeneidade. Dentre as muitas variações encontradas na língua portuguesa direcionamos nossos estudos na realização dos verbos botar e colocar na língua do cearense por acreditarmos que essas formas verbais em variação, apesar de não estigmatizadas, apresenta, para o senso comum, a forma verbal colocar como a correta, gerando juízo de valor negativo à forma botar. Com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006; LABOV, 2008), esta pesquisa analisa a variação entre as formas verbais botar e colocar a partir de dados extraídos do NORPOFOR (Norma do Português Oral Popular de Fortaleza). Temos como objetivo principal a análise dos fatores linguísticos e extralinguísticos que influencia o uso dessas variantes na amostra analisada. Selecionamos 72 informantes para estudarmos a variação dos verbos em questão, usando os inquéritos do tipo DID (Diálogo entre Informante e Documentador). Nossa amostra foi estratificada em função do sexo, da faixa etária e da escolaridade. Após audição e codificação de todas as ocorrências, nossos dados foram submetidos ao programa GoldVarb X, usando o verbo botar como valor de aplicação. Obtivemos, em uma primeira rodada, os seguintes resultados: 664 (78,5%) para os verbos botar e 182 (21,5%) para colocar. O programa selecionou as variáveis tópico discursivo, faixa etária, escolaridadee (in) determinação do sujeito como favorecedoras do verbo. Para a variável tópico discursivo, o fator lazer foi selecionado como mais favorecedor para o verbo botar. A variável faixa etária demonstrou que esta variação trata-se de um caso de variação estável. Para o grupo de fatores escolaridade, o programa revelou que o falante de 9 a 11 de escolaridade é inibidor do verbo botar, sendo que a escolaridade de 5 a 8 anos favorece o verbo botar, seguido da escolaridade de 0 a 4 anos. Quanto a variável (in) determinação do sujeito, o programa selecionou apenas o sujeito determinado pelo contexto como favorecedor do verbo botar. Após as rodadas com todos os grupos de fatores, fizemos várias rodadas para cada um dos sentidos do verbo botar e apresentamos os resultados estatísticos apenas para os fatores considerados mais relevantes. Para essas rodadas foram selecionados os grupos de fatores tópico discursivo, faixa etária, escolaridade e papel do falante como favorecedores do verbo botar. Observamos que o grupo de fatores tópico discursivo é o mais relevante para o verbo botar na variável sentido materializado pelo verbo na sentença, seguido da faixa etária e escolaridade. Esta</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">pesquisa preenche lacunas apresentadas pela pesquisa de Carmo e Araújo (2015), ampliando os estudos descritivos sobre o uso dos verbos botar e colocar.</span></font></div> |
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Com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006; LABOV, 2008), esta pesquisa analisa a variação entre as formas verbais botar e colocar a partir de dados extraídos do NORPOFOR (Norma do Português Oral Popular de Fortaleza). Temos como objetivo principal a análise dos fatores linguísticos e extralinguísticos que influencia o uso dessas variantes na amostra analisada. Selecionamos 72 informantes para estudarmos a variação dos verbos em questão, usando os inquéritos do tipo DID (Diálogo entre Informante e Documentador). Nossa amostra foi estratificada em função do sexo, da faixa etária e da escolaridade. Após audição e codificação de todas as ocorrências, nossos dados foram submetidos ao programa GoldVarb X, usando o verbo botar como valor de aplicação. Obtivemos, em uma primeira rodada, os seguintes resultados: 664 (78,5%) para os verbos botar e 182 (21,5%) para colocar. O programa selecionou as variáveis tópico discursivo, faixa etária, escolaridadee (in) determinação do sujeito como favorecedoras do verbo. Para a variável tópico discursivo, o fator lazer foi selecionado como mais favorecedor para o verbo botar. A variável faixa etária demonstrou que esta variação trata-se de um caso de variação estável. Para o grupo de fatores escolaridade, o programa revelou que o falante de 9 a 11 de escolaridade é inibidor do verbo botar, sendo que a escolaridade de 5 a 8 anos favorece o verbo botar, seguido da escolaridade de 0 a 4 anos. Quanto a variável (in) determinação do sujeito, o programa selecionou apenas o sujeito determinado pelo contexto como favorecedor do verbo botar. Após as rodadas com todos os grupos de fatores, fizemos várias rodadas para cada um dos sentidos do verbo botar e apresentamos os resultados estatísticos apenas para os fatores considerados mais relevantes. Para essas rodadas foram selecionados os grupos de fatores tópico discursivo, faixa etária, escolaridade e papel do falante como favorecedores do verbo botar. Observamos que o grupo de fatores tópico discursivo é o mais relevante para o verbo botar na variável sentido materializado pelo verbo na sentença, seguido da faixa etária e escolaridade. Esta</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">pesquisa preenche lacunas apresentadas pela pesquisa de Carmo e Araújo (2015), ampliando os estudos descritivos sobre o uso dos verbos botar e colocar.</span></font></div><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Linguistic variation is present in all languages, it is impossible to speak in homogeneity, that is, the language is heterogeneous and susceptible to change. The dynamicity of a language is motivated by factors that systematize and make it possible to predict heterogeneity. Among the many variations found in the Portuguese language we direct our studies in the realization of the verbs botar and colocar in the language of Ceará because we believe that these verbal forms in variation, although not stigmatized, presents, for common sense, the verbal form colocar as the correct one , generating judgment of negative value to the botar form. Based on the theoretical-methodological assumptions of Variationist Sociolinguistics (WEINREICH, LABOV, HERZOG, 2006; LABOV, 2008), this research analyzes the variation between verbal forms botar and colocar from data extracted from NORPOFOR (Norma do Portuguese Oral de Fortaleza). We have as main objective the analysis of the linguistic and extralinguistic factors that influence the use of these variants in the analyzed sample. We selected 72 informants to study the variation of the verbs in question, using the DID (Informal and Documentary Dialogue) type surveys. Our sample was stratified according to sex, age group and schooling. After hearing and coding all occurrences, our data were submitted to the GoldVarb X program, using the verb botar as application value. We obtained, in a first round, the following results: 664 (78.5%) for the botar verbs and 182 (21.5%) to colocar. The program selected the variables discursive topic, age group, schooling and (in) determination of the subject as favoring the verb. For the variable discursive topic, the leisure factor was selected as more favorable for the verb botar. The variable age group showed that this variation is a case of stable variation. For the group of factors of schooling, the program revealed that the speaker of 9 to 11 of schooling is inhibitive of the verb botar, being that the schooling of 5 to 8 years favors the verb botar, followed by the schooling of 0 to 4 years. As for the variable (in) determination of the subject, the program selected only the subject determined by the context as favoring the verb botar. After the rounds with all factor groups, we made several rounds for each of the directions of the verb botar and presented the statistical results only for the factors considered most relevant. For these rounds we selected the groups of factors discursive topic, age group, schooling and role of the speaker as favorers of the verb botar. We observed that the discursive topical group of factors is the most relevant for the verb botar in the variable meaning materialized by the verb in the sentence, followed by the age group and schooling. This research fills in gaps presented by the research of Carmo and Araújo (2015), expanding the descriptive studies on the use of verbs botar and colocar.</span></font>Universidade Estadual do CearáAluiza Alves de Araújo2021-11-23T14:32:01Z2018info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=103680info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UECEinstname:Universidade Estadual do Cearáinstacron:UECELavor, Cassio Murilo Alves de2021-11-23T14:32:01Zoai:uece.br:103680Repositório InstitucionalPUBhttps://siduece.uece.br/siduece/api/oai/requestopendoar:2021-11-23T14:32:01Repositório Institucional da UECE - Universidade Estadual do Cearáfalse |
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