A integração europeia diante das crises financeiras do início do século XXI
A presente tese busca responder como as crises financeiras de 2008-2012 e, principalmente, crise de 2020, impactou no processo de integração europeia. A União Europeia não se encaixa na descrição de Área Monetária Ótima principalmente pela dificuldade de mobilidade de mão de obra entre os países qua...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/204737 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/204737 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Integração europeia Zona do euro Crises financeiras European integration Eurozone Financial crisis |
| Sumario: | A presente tese busca responder como as crises financeiras de 2008-2012 e, principalmente, crise de 2020, impactou no processo de integração europeia. A União Europeia não se encaixa na descrição de Área Monetária Ótima principalmente pela dificuldade de mobilidade de mão de obra entre os países quando há um choque negativo. O projeto de união dos países europeus visava acabar com o passado de guerras entre os países via integração econômica; o processo iniciou-se em 1951 com o estabelecimento da Comunidade Econômica do Carvão e do Aço. A cada crise, econômica ou política, optava-se por mais integração, culminando na União Monetária e a entrada em circulação da moeda única, o Euro, em 2002. Os choques adversos que a União Econômica e Monetária sofreu no começo do século XXI exigiram mudanças de postura das principais instituições econômicas do bloco, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, além da mudança de mentalidade da Alemanha. Acresce-se que a cada crise, reformas estão sendo propostas com intuito de aprofundar o processo de integração, tornando-a mais funcional. A crise da dívida soberana exigiu que a União Europeia iniciasse o processo de união bancária, ainda não finalizado, que vem tornando o bloco menos suscetível a choques financeiros adversos. Já a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus fez com que a integração europeia avançasse no âmbito fiscal com o programa de €750 bilhões no qual €390 bilhões foi em formato de doação, mostrando maior solidariedade entre os participantes. A União Econômica e Monetária Europeia ainda é uma construção incompleta que a cada evento adverso intensifica o processo de integração. |
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