Poéticas sem-teto: ocupar e movimentar e aprender matemáticaS

Isto não é um resumo [não?], é um convite! Quem quer duvidar do estado das coisas? Contestar a Educação Escolar, a Educação Matemática, a (Etno)Matemática. Colocar contra a parede os modos de vida programados pela colonialidade. Desafiar as práticas de pesquisa acadêmica. Suspeitar das palavras, em...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Paulucci, Eric Machado [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/216770
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/216770
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Matemática
Etnomatemática
MTST
Decolonialidade
Filosofia da Diferença
Mathematics
Ethnomathematics
Decoloniality
Philosophy of Difference
Descripción
Sumario:Isto não é um resumo [não?], é um convite! Quem quer duvidar do estado das coisas? Contestar a Educação Escolar, a Educação Matemática, a (Etno)Matemática. Colocar contra a parede os modos de vida programados pela colonialidade. Desafiar as práticas de pesquisa acadêmica. Suspeitar das palavras, em especial, daquelas registradas por estes tantos seres que vos escreve. Seres estes, dignos de desconfiança. Eu mesmo duvido da nossa própria existência! Se aceitarem nosso convite, esperamos sinceramente que não sejam capazes de explicar o que foi dito, não somos bons exemplos ou boas influências, antes, desejamos que as páginas sejam dobradas, rasgadas ou coladas, a fim de fazer funcionar o pensamento do leitor. Vocês devem saber que aqui irão encontrar um esforço em experimentar outras possibilidades para o corpo, seja ele o corpo-humano, o corpo-ciência, o corpo-matemática, o corpo-cidade, o corpo-colonizado ou mesmo a composição de todos eles. O que pode um professor pelas [M]matemáticaS quando afetado pela cidade inventada pelos moradores sem-teto? Muitas coisas entram em jogo. Mobilizados por aquilo que nos afetam nas vozes sem-teto destacadas por uma constelação de investigações, empilhamos mapas territoriais-políticos-estéticos-éticos-existenciais com o propósito de aprender com a malha resultante. Que modos de ser e estar inauguram em nós as práticas de luta por moradia digna, organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)? No caminho, dois conceitos costuram nossa construção: ocupar e movimentar. Não queremos ser capazes de defini-los com exatidão, quem sabe alguém inclui um novo sentido a ser experimentado?! Entendemos que tudo isso possa parecer um tanto quanto poético, mas isso não é um pedido de licença, é uma afirmação. Talvez seja por isso que esta pesquisa não acaba; em cada ponto final existe a possibilidade de (re)começo, do meio, de onde possa ser interessante produzir provisórios resultados.