Mídia, futebol e sociedade: controvérsias públicas midiatizadas em torno da escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo FIFA 2014
Esta tese enfoca o campo de debates ocorrido, na mídia brasileira, sobre a realização da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, identificando os temas em debate, as categorias acionadas e as relações entre esta agência transnacional e os agentes nacionais de diversas ordens. Nesta análise, utilizo a idé...
| Author: | |
|---|---|
| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2013 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repository: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/9280 |
| Online Access: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/9280 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Megaeventos Esportivos Copa do Mundo Futebol FIFA Imprensa Brasil Esporte Evento especial Copa do mundo (Futebol) Sports Mega-events World Cup Football Soccer Press Brazil |
| Summary: | Esta tese enfoca o campo de debates ocorrido, na mídia brasileira, sobre a realização da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, identificando os temas em debate, as categorias acionadas e as relações entre esta agência transnacional e os agentes nacionais de diversas ordens. Nesta análise, utilizo a idéia de negociação antecipada de possíveis conflitos, que subjaz inscrita no conceito ideologia da harmonia (Nader, 1996), procuro entender motivações, justificações e interesses envolvidos na relação assimétrica que se estabelece entre o país-sede, seus agentes públicos e privados e uma entidade como a FIFA, híbrida entre uma empresa multinacional e de um Estado transnacional, que, a partir do seu status monopolista de organizadora mundial do futebol, passa a agir como um agente de influência político-econômica mundial. Fazendo uma abordagem através da mídia impressa foi possível inferir que se trata de um grande sistema de dádivas, dotado, porém, de um hibridismo, já que a FIFA exige ao país-sede estruturas esportivas, turísticas e comerciais extremamente custosas, às expensas do país organizador. Essas grandes inversões econômicas são trabalhadas sob a representação de que se trata de um legado que ficará para o país, além da própria felicidade derivada da realização de um megaevento relativo ao futebol, o esporte, por larga margem, mais popular do Brasil. Dentro deste registro, as diversas instâncias e agentes brasileiros se colocam em um processo de idas e vindas, de interesses e justificativas, visando dividir e auferir um pouco dos capitais simbólicos que possam derivar de um processo tão extenso, invasivo e caro. |
|---|