De frescas flores coroar-me a fronte: a tradução de Maria Stuart, de Friedrich Schiller, e a arte poética de Manuel Bandeira
Em 1955, a pedido do diretor do TBC, Zbigniew Ziembinski, Manuel Bandeira traduz o drama histórico Maria Stuart (1801), de Friedrich Schiller. O poeta pernambucano, que já traduzira poemas de Goethe, Heine, Hölderlin e Rilke, enfrenta então sua primeira tradução de longo fôlego da língua alemã, e su...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-02012023-133234 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-02012023-133234/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Friedrich Schiller German romanticism Gonçalves Dias Manuel Bandeira Romantismo alemão Tradução Translation |
| Sumario: | Em 1955, a pedido do diretor do TBC, Zbigniew Ziembinski, Manuel Bandeira traduz o drama histórico Maria Stuart (1801), de Friedrich Schiller. O poeta pernambucano, que já traduzira poemas de Goethe, Heine, Hölderlin e Rilke, enfrenta então sua primeira tradução de longo fôlego da língua alemã, e sua primeira tradução para o teatro. Partindo das formulações do pensamento alemão dos séculos XVIII e XIX, além do ensaio \"A tarefa do tradutor\", de Walter Benjamin, a respeito da tradução como forma, do tradutor como autor e da tradução como exercício integrante do processo de formação do poeta, a análise busca os traços ínsitos da poética e da versificação bandeirianas que se caracterizam como marcas d\'água com que o tradutor registra sua presença no texto schilleriano. Recursos recorrentes na poesia de Bandeira, bem como questões levantadas em seus trabalhos críticos, presentes em conferências, crônicas e antologias, são mobilizados de modo a tornar o texto traduzido como indissociável da obra de seu tradutor. Desse modo, a tradução de Maria Stuart pode ser vista como uma obra a quatro mãos, em que Bandeira, a cada escolha feita, manifesta seu próprio entendimento da peça e estabelece um diálogo com o poeta de Marbach. |
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