As organizações policiais e os processos de transição entre modelos: mitos, racionalidade e o campo institucional da polícia

O presente trabalho tem como objetivo discutir – teórica e empiricamente – o alcance explicativo da sociologia das organizações e suas proposições alternativas ao modelo econômico de ação social e mudança organizacional, mais especificamente em sua abordagem institucional. De um ponto de vista empír...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Marinho, Karina Rabelo Leite
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2011
País:Brasil
Recursos:Fundação João Pinheiro (FJP)
Repositório:Repositório Institucional da Fundação João Pinheiro
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.fjp.mg.gov.br:123456789/171
Acesso em linha:http://repositorio.fjp.mg.gov.br/handle/123456789/171
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Mudança organizacional
Sociologia organizacional
Polícia militar
Organizational change
Organizational sociology
Military police
Descrição
Resumo:O presente trabalho tem como objetivo discutir – teórica e empiricamente – o alcance explicativo da sociologia das organizações e suas proposições alternativas ao modelo econômico de ação social e mudança organizacional, mais especificamente em sua abordagem institucional. De um ponto de vista empírico tem como objetivo abordar tais discussões por meio das implicações, de natureza organizacional, do processo de mudança do modelo convencional, profissional-burocrático de policiamento, para o modelo de policiamento comunitário, em organizações policiais militares. Em outras palavras, procura demonstrar que a transição de uma estratégia organizacional para outra implica mudanças significativas na estrutura e “caráter” da organização, com altos custos para a sua estabilidade. Essa afirmação advém de considerações teóricas realizadas na ocasião da dissertação de mestrado. Naquele trabalho, foram discutidos, de um ponto de vista lógico e conceitual, os principais elementos que constituem as organizações de um modo geral e as organizações policiais militares, de modo particular, com o intuito de apontar evidências acerca das consequências implicadas nos processos de alteração do design e procedimentos organizacionais. O presente trabalho, por sua vez, tem como perspectiva que processos de mudança em organizações policiais, aqui as organizações policiais militares, refletem mais estratégias de não mudança, ou seja, maneiras de absorção de incertezas ambientais, em um contexto de deslocamento entre estrutura e ambiente organizacional, no qual demandas ambientais pouco influenciam o formato estrutural das organizações de polícia. Supõe-se, desse modo, que a polícia, tida como organização formal, está sujeita à análise através da sociologia das organizações, não devendo se submeter exclusivamente às teorias específicas de polícia ou à policiologia, como tradicionalmente tem sido feito. Um dos focos do trabalho, assim, diz respeito a discussões de natureza teórica sobre tensões estruturais entre modelos distintos, buscando evidências empíricas do argumento apresentado, por meio de informações de natureza qualitativa. A abordagem organizacional é apresentada após uma breve consideração de seu background teórico, de um modelo racional fechado, à crítica feita pela sociologia organizacional, crítica que possibilitou a construção de um instrumental teórico e metodológico compatível com a análise de organizações complexas, como é o caso das organizações policiais.