Literatura, linguagem e dialogismo nos cristianismos primitivos: uma análise sêmio-discursiva em João 4.1-42

Esta pesquisa busca se juntar a um vasto e ainda promissor caminho metodológico que se apoia na interface entre Bíblia e Literatura, trazendo para o texto da Comunidade do Discípulo Amado, especificamente João 4.1-42, o método exegético sêmio-discursivo, uma vez que entendemos ser uma perícope signi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: CARVALHO JÚNIOR, Josemir José de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)
Repositorio:Repositório da METODISTA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.metodista.br:123456789/67
Acceso en línea:https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/67
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bíblia
Literatura
Cristianismo Primitivo
Dialogismo
Exegese
Polifonia
Bible
Literature
Early Christianity
Dialogism
Exegesis
Polyphony
Ciências Humanas
Descripción
Sumario:Esta pesquisa busca se juntar a um vasto e ainda promissor caminho metodológico que se apoia na interface entre Bíblia e Literatura, trazendo para o texto da Comunidade do Discípulo Amado, especificamente João 4.1-42, o método exegético sêmio-discursivo, uma vez que entendemos ser uma perícope significativa para a comunidad´pe joanina (e cristianismo primitivo como um todo) por carregar valores e identidades comunitárias importantes. É indispensável, portanto, esclarecer a partir de que conceito de literatura e de Bíblia nos apoiamos e quais pressupostos assumimos sobre as primeiras décadas do movimento de Jesus. Olhamos para aquele movimento como uma multiplicidade de ambientes semiosféricos, onde memórias e tradições interagem, criam-se e se recriam em literatura oral, até se consolidarem em forma de texto escrito. O fazer literário é da natureza das origens do cristianismo e se dava na interação de memórias, sendo assim, aspectos fundamentais da língua como o dialogismo proposto por Mikhail Bakhtin precisam ser considerados na análise daqueles textos. Consequentemente, se podemos fazer essa aproximação, já muito feita nas exegeses, vale dizer, propomos também uma investigação a partir de outro conceito bakhtiniano: o da polifonia, não somente como uma junção de vozes comunitárias, mas como essas vozes se apresentam textualmente.