Saúde sexual de mulheres lésbicas e bissexuais no Brasil : prevenção, acesso e trajetórias
A presente dissertação objetivou analisar as características do acesso, prevenção e trajetórias na saúde sexual de mulheres lésbicas e bissexuais brasileiras. O delineamento foi misto, explanatório e sequencial dividido em três fases consecutivas: quantitativa, qualitativa e triangulação de dados. A...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/9768 |
| Acceso en línea: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9768 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Mulheres Bissexuais Lésbicas Saúde Sexual Desigualdades em Saúde Interseccionalidade Bisexual Women Lesbians Sexual Health Health Status Disparities Interseccionality CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |
| Sumario: | A presente dissertação objetivou analisar as características do acesso, prevenção e trajetórias na saúde sexual de mulheres lésbicas e bissexuais brasileiras. O delineamento foi misto, explanatório e sequencial dividido em três fases consecutivas: quantitativa, qualitativa e triangulação de dados. A amostra foi composta por 1.225 mulheres brasileiras, com mais de dezoito anos de idade e que autorreferiram ter relações sexuais com mulheres. A coleta de dados foi realizada de forma online através das ferramentas Qualtrics e Google Meet e entre os meses de junho a setembro de 2020. A fase quantitativa utilizou instrumento construído pelas autoras exclusivamente quantitativo e composto por seis dimensões: dados sociodemográficos, crenças sobre relações sexuais entre mulheres, grau de conhecimento sobre transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e estratégias de prevenção, tipos de prática sexual, avaliação da satisfação em consultas ginecológicas e saúde geral e mental auto percebida e COVID-19. Na fase qualitativa foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com 12 participantes da amostra. Foram realizadas análises descritivas e inferenciais dos dados quantitativos e análise temática dos dados qualitativos. O projeto foi aprovado no comitê de ética em pesquisas da PUCRS e todas as participantes firmaram o termo de consentimento livre e esclarecido antes de iniciar a participação na pesquisa. Os resultados estão organizados em um estudo teórico “Acesso à saúde por mulheres lésbicas e bissexuais” e dois estudos empíricos “Percepções de mulheres lésbicas e bissexuais sobre risco e estratégias preventivas às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)” e “Desigualdades no acesso ao atendimento ginecológico por mulheres lésbicas e bissexuais no Brasil: Estudo misto”. A invisibilidade das especificidades da saúde lésbica e bissexual foi um resultado presente nos três estudos. As participantes perceberam-se em risco às IST e mostraram conhecimento sobre estratégias preventivas para o sexo entre mulheres. Entretanto, o uso destas estratégias foi quase nulo na amostra devido à dificuldade de adaptação e inexistência de insumos específicos. Foi significativa a variação do acesso entre as diferentes vivências da amostra. Ser lésbica, residir nas regiões Norte, Nordeste ou Centrooeste do país e ter cobertura de saúde exclusivamente pública foram os principais fatores preditores do acesso irregular aos atendimentos ginecológicos. A intersecção de vivências e marcadores possibilitou ampliar o campo analítico e a complexidade das determinações do acesso à saúde na amostra. A relevância desta dissertação está na visibilidade de vivências marginalizadas no sistema de saúde, podendo atuar como ferramenta de diálogo, denúncia e construção de agendas programáticas. |
|---|