Retalho vertical do músculo reto abdominal modificado por via laparotômica: aspectos técnicos

Introdução: A introduçao da amputação abdominoperineal extraelevadora do reto (AAP-EE) visa determinar espécimes cirúrgicos com menor incidência de margem circunferencial positiva. Apesar do benefício oncológico e menor incidência de margens acometidas, essa técnica resulta na confecção de maior def...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Renato Gomes Campanati, Gabriel Braz Garcia, Magda Maria Profeta da Luz, Ana Carolina Parussolo André, Bernardo Hanan, Kelly Cristine de Lacerda Rodrigues Buzatti, Rodrigo Gomes da Silva
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/52814
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/1843/52814
https://orcid.org/0000-0002-5970-9570
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Terapia Neoadjuvante
Protectomia
Saúde do homem
Hérnia
Descripción
Sumario:Introdução: A introduçao da amputação abdominoperineal extraelevadora do reto (AAP-EE) visa determinar espécimes cirúrgicos com menor incidência de margem circunferencial positiva. Apesar do benefício oncológico e menor incidência de margens acometidas, essa técnica resulta na confecção de maior defeito perineal e, portanto, maior incidência de complicações precoces, como cicatrização retardada, seromas e abscessos, e complicações tardias, especialmente a hérnia perineal. Dentre várias técnicas propostas para o fechamento do períneo, a interposição de retalhos musculares ou miocutâneos possibilitam o fechamento do defeito perineal sem tensão e com um tecido de boa viabilidade. Descrição do caso: Paciente do sexo masculino, 54 anos, admitido com quadro de dor anal e lesão vegetante em topografia de borda anal, com lesão tocável até cerca de 5 cm da margem anal. Biópsia compatível com adenocarcinomae estadiamento local com neoplasia localmente avançada, acometendo complexo esfincteriano e fossa ísquio-anal, com cerca de 7 linfonodos aumentados em gordura mesorretal. Estadiamento à distância com tomografia computadorizada sem sinais de implantes secundários. Após discussão multidisciplinar, foi submetido à quimioterapia e radioterapia neoadjuvantes, com dose total de 5040cGy. Em virtude de múltiplas cirurgias abdominais prévias, foi optado pela AAP-EE por via laparotômica, 8 semanas após o término da neoadjuvância. Após o tempo abdominal do procedimento, foi realizada liberação do músculo reto abdominal direito e preparado o retalho, que foi devidamente fixado no defeito pélvico após o tempo de ressecção perineal. Em função da necessidade de ressecção de área circunjacente de pele acometida pela neoplasia foi necessário a realização de retalho de pele da região glútea. Discussão: O retalho vertical do músculo reto abdominal modificado foi proposto por Singh et al. e se apresenta como ótima alternativa para reconstrução após a AAP-EE. Especialmente em pacientes submetidos a radioterapia pélvica, essa técnica implica na interposição de tecido não irradiado no defeito pélvico. Além disso, a realização de tal retalho pode ser realizado pelo coloproctologista uma vez que envolve a anatomia de uma região mais familiar ao cirurgião colorretal. Discussão: A interposição do músculo reto abdominal para a reconstrução perineal após AAP-EE é uma ótima alternativa para o fechamento pélvico e diminuição de possíveis complicações locais da ferida operatória.