Retalho vertical do músculo reto abdominal modificado diminui a incidência de complicações após amputação abdominoperineal extraelevadora do reto
Objetivo: Desde a introduão da amputação abdomino perineal extraelevadora (AAP-EE) do reto houve aumento na incidência de complicações de ferida operatória. A confecção de retalhos musculares ou miocutâneos permite melhor fechamento do defeito pélvico e diminui a incidência dessas complicações. O pr...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFMG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufmg.br:1843/52863 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/1843/52863 https://orcid.org/0000-0002-5970-9570 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Retalho cirúrgico Adenocarcinoma Protectomia |
| Sumario: | Objetivo: Desde a introduão da amputação abdomino perineal extraelevadora (AAP-EE) do reto houve aumento na incidência de complicações de ferida operatória. A confecção de retalhos musculares ou miocutâneos permite melhor fechamento do defeito pélvico e diminui a incidência dessas complicações. O presente estudo visa avaliar o impacto da utilização do retalho vertical do músculo reto abdominal modificado na reconstrução perineal após AAP-EE. Métodos: Foi realizada coleta prospectiva de dados de pacientes submetidos a AAP-EE entre Janeiro de 2013 e Junho de 2018. Os mesmos foram avaliados quanto a complicações da ferida operatória com 15 dias, 30 diase3meses do procedimento cirúrgico. Variáveis categóricas foram avaliadas através do teste de o qui-quadrado e contínuas através do método de Fisher. Sobrevida avaliada através da tabela de Kaplan-Meier e variáveis com o método de log-rank. Resultados: Durante o período analisado, foram realizados 42 procedimentos de AAP-EE em função de adenocarcinoma do reto. Metade dos pacientes era do sexo feminino, com mediana de idade de 59 anos (33-83 anos), mediana do tempo operatório de 292 minutos (150-480 minutos) e 26.2% dos casos foram realizados por videolaparoscopia. A maioria desses, 73.8% (n = 31) foram submetidos a essa operação como abordagem primária da neoplasia de reto e os outros 26.2% como cirurgia de resgate, sendo que 95,2% dos pacientes foram previamente submetidos a quimio e radioterapia neoadjuvantes. Dentre os métodos de reconstrução perineal após a ressecção a utilização do retalho vertical do músculo reto abdominal modificado foi o mais utilizado (33.3%), seguido pelo retalho de miocutâneo de glúteo máximo (26.2%), interposição de telas ou próteses (16.6%), sutura primária do defeito (9.5%), retroversão uterina (7.2%) e interposição do omento maior (7.2%). A reconstrução perineal com o retalho muscular vertical do músculo reto-abdominal demonstrou menores taxas de complicações precoces da ferida operatória, como seromas ou infecção do sítio perineal (7.6% vs 50%; p = 0,006), sem aumento do tempo operatório em relação aos demais métodos de reconstrução (257 minutos vs 282 minutos, p = 0,327). Conclusão: A utilização do retalho vertical do músculo reto abdominal modificado é uma ótima alternativa na reconstrução perineal após a AAP-EE, com redução da taxa de complicações precoces, sem aumento da morbidade ou tempo operatório. |
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