J.M. Coetzee e a (não) escrita do eu na trilogia Cenas da vida na província

Este trabalho propõe uma leitura da trilogia Cenas da vida na província, de J.M. Coetzee, composta pelas obras Infância (1997), Juventude (2002) e Verão (2009). As três obras fazem parte do ciclo de ficção autobiográfica do autor marcado pelo hibridismo formal e interrogação da escrita de si. Buscan...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Cruz, Talita Mochiute
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18032022-211436
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-18032022-211436/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Autobiographical fiction
Autre-biography
Contemporary literature
Escritas de si
Ficção autobiográfica
J.M. Coetzee
Literatura contemporânea
Outrobiografia
Self writing
Descrição
Resumo:Este trabalho propõe uma leitura da trilogia Cenas da vida na província, de J.M. Coetzee, composta pelas obras Infância (1997), Juventude (2002) e Verão (2009). As três obras fazem parte do ciclo de ficção autobiográfica do autor marcado pelo hibridismo formal e interrogação da escrita de si. Buscando compreender o projeto coetzeeano de reinvenção ficcional da vida, este estudo discute a abordagem crítica do escritor para a questão do eu na literatura e analisa sua proposta criativa na trilogia, acompanhando o uso da terceira pessoa no primeiro volume, o diálogo com a tradição do romance de formação no segundo livro e o caráter metabiográfico na última obra do ciclo. A trilogia, como mais um capítulo da vida de escrita, reforça o compromisso de Coetzee com uma poética de paradoxos que convida ao diálogo.