As controvérsias Freud/Jung à luz da obra transformações e símbolos da libido

A partir da sugestão de alguns comentadores da obra de Freud, que afirmam que Totem e Tabu (1912-1913) foi escrito para responder a questões levantadas por Jung em Transformações e Símbolos da Libido (1911-1912), bem como a críticas diretas de Freud e de Ferenczi a Jung, este trabalho discute alguns...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Pereira, Rafael Augusto Barduchi [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/255706
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/255706
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Incesto
Libido
Carl Gustav Jung
Sigmund Freud.
Incest
Libid
Descripción
Sumario:A partir da sugestão de alguns comentadores da obra de Freud, que afirmam que Totem e Tabu (1912-1913) foi escrito para responder a questões levantadas por Jung em Transformações e Símbolos da Libido (1911-1912), bem como a críticas diretas de Freud e de Ferenczi a Jung, este trabalho discute alguns conceitos e ideias propostos por Jung que seriam motivo de críticas por parte de Freud e de Ferenczi, resgatando elementos da história de Jung e da relação com Freud que puderam ser considerados como influenciadores para seu percurso teórico distante da psicanálise. Algumas ideias de Jung expostas em Transformações e Símbolos da Libido foram selecionadas para análise por se tratar de modificações da teoria psicanalítica, como: a ampliação do conceito de inconsciente; o uso da mitologia como central para compreensão da psique humana; uma modificação do conceito de libido e uma proposta de simbolização do incesto, alterando a compreensão do adoecimento psíquico. Analisando a relação entre Freud e Jung também encontramos fatores emocionais próprios da dinâmica relacional estabelecida entre os dois que serviram de catalisadores para o rompimento da relação entre eles e consequente saída de Jung do movimento psicanalítico. A conclusão é a de que uma reação de Freud era inevitável, em vista do caráter das alterações propostas por Jung e de que as divergências teóricas se sobressaíram perante os elementos constituintes da relação entre os dois. Trata-se de um trabalho oriundo de uma pesquisa teórica de cunho histórico-conceitual que, como resultado, pretende contribuir para as discussões acerca das raízes do conflito entre Freud e Jung, dando destaque ao momento em que Jung apresenta publicamente seus pontos de divergência na compreensão do funcionamento e do adoecimento psíquicos.