Análise cinemática da corrida e testes funcionais em praticantes e não praticantes de corrida
Os testes funcionais são cada vez mais comuns para triagem em atletas profissionais e recreativos para avaliar o risco de lesões. Especula-se que a presença de padrões indesejados de movimento nos testes indique a presença desses padrões também nas atividades esportivas, os quais parecem estar ligad...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Udesc |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.udesc.br:UDESC/23038 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23038 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Biomecânica Qualidade de movimento Avaliação funcional |
| Sumario: | Os testes funcionais são cada vez mais comuns para triagem em atletas profissionais e recreativos para avaliar o risco de lesões. Especula-se que a presença de padrões indesejados de movimento nos testes indique a presença desses padrões também nas atividades esportivas, os quais parecem estar ligados ao risco aumentado de lesão. O objetivo geral deste estudo foi analisar a cinemática da corrida e de testes funcionais em praticantes e não praticantes de corrida. Os objetivos específicos deste estudo foram i) Comparar os parâmetros cinemáticos de quatro testes funcionais (agachamento unilateral (AtU), descida do degrau (DdD), aterrissagem unilateral (AtU) e aterrissagem bilateral (AtB) entre praticantes e não praticantes de corrida; e ii) Verificar a relação entre os parâmetros cinemáticos dos testes funcionais com os parâmetros cinemáticos da corrida. Participaram deste estudo 29 adultos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 35 anos. Os participantes foram categorizados em dois grupos: a) Praticantes de corrida (n=17, 10 homens e sete mulheres, 29,2±4,7 anos, 63,4±7,3 kg e 1,69±0,07 m); e b) Não praticantes de corrida (n=12, seis homens e seis mulheres, 26,2±4,2 anos, 71,1±12,3 kg e 1,72±0,11 m). A avaliação dos testes e corrida foi realizada por meio da análise cinemática 2D (planos frontal e sagital). Foram utilizadas três câmeras filmadoras digitais (210 Hz) e o software Kinovea 0.8.15 para analisar a amplitude de movimento (ADM) do quadril, joelho e tornozelo no plano sagital; e do tronco, pelve, quadril e joelho no plano frontal. Para a comparação entre os grupos foi utilizada a ANOVA three-way, e as correlações de Pearson e Spearman foram utilizadas para relacionar a cinemática dos testes funcionais e da corrida. Os grupos não apresentaram diferenças para a maioria das ADMs durante os testes. Apenas a ADM da pelve do membro não dominante na aterrisagem bilateral apresentou diferença significativa entre os grupos (p=0,04), sendo que os não praticantes de corrida apresentaram queda da pelve contralateral, enquanto que os corredores realizaram elevação pélvica. Correlacionando os quatro testes funcionais com a corrida, obtivemos vinte e duas correlações significativas, sendo cinco para as análises de todos os participantes em conjunto; doze para o subgrupo de praticantes de corrida; e cinco para o subgrupo de não praticantes de corrida. O teste AtB foi o que mais apresentou correlações com a corrida, no total de nove, seguido do teste DdD com oito, AgU com três e por último o teste AtU com duas correlações. Em conclusão nenhum dos testes foi capaz de discriminar os subgrupos do estudo, no que diz respeito à ADM do MMII e tronco quantificada via cinemática bidimensional. Os testes de aterrisagem bilateral e descida do degrau foram respectivamente os que mais demostraram relações com a corrida, sendo o quadril e o joelho nos planos frontal e sagital os mais representativos. A quantidade e a força das correlações foram influenciadas pelo grupo, confirmando nossa hipótese quanto a um possível efeito do nível de prática sobre a relação entre os parâmetros analisados. |
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