Avaliação do desempenho muscular e da cinemática da corrida em praticantes e não praticantes de corrida
Apesar dos inúmeros benefícios, a corrida é uma prática esportiva com elevados índices de lesões. Embora a etiologia das lesões não esteja clara na literatura, o desempenho muscular inadequado, associado à cinemática alterada, tem sido relacionado a algumas disfunções de membros inferiores. Esta dis...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Udesc |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.udesc.br:UDESC/23054 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23054 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Biomecânica Corredores Amplitude de movimento Pico de torque |
| Resumo: | Apesar dos inúmeros benefícios, a corrida é uma prática esportiva com elevados índices de lesões. Embora a etiologia das lesões não esteja clara na literatura, o desempenho muscular inadequado, associado à cinemática alterada, tem sido relacionado a algumas disfunções de membros inferiores. Esta dissertação tem como objetivo geral avaliar o desempenho muscular e a cinemática da corrida em praticantes e não praticantes de corrida. A dissertação é composta por dois estudos, que têm como objetivo: comparar a cinemática da corrida e os parâmetros de desempenho muscular (pico de torque e razão muscular) entre praticantes e não praticantes de corrida; e relacionar os parâmetros de desempenho muscular (pico de torque e razão muscular) com a cinemática da corrida em praticantes e não praticantes de corrida. Participaram deste estudo 17 indivíduos praticantes de corrida (29,2±4,7 anos, 63,4±7,3 kg e 1,69±0,07 m) e 12 não praticantes de corrida (26,2±4,2 anos, 71,1±12,3 kg e 1,72±0,11 m). A avaliação da corrida realizada em esteira e em velocidade auto selecionada, por meio da análise cinemática 2D (planos frontal e sagital). Foram utilizadas três filmadoras digitais (210 Hz) e o software Kinovea 0.8.15 para analisar as amplitudes de movimento (ADM) do tornozelo (dorsiflexão/flexão), do joelho (flexão/extensão e abdução/adução), do quadril (flexão/extensão e abdução/adução), da pelve (queda/elevação contralateral) e do tronco (flexão/extensão e inclinação contralateral/ipsilateral). Um dinamômetro isocinético Biodex System 4 Pro foi utilizado para avaliar o desempenho dos músculos do quadril (abdução/adução e rotação interna/externa) e joelho (flexão/extensão). Esta avaliação consistiu em aquecimento, familiarização e teste. Para cada grupamento muscular foram analisados os seguintes parâmetros: pico de torque normalizado pela massa corporal e razão muscular (agonista/antagonista). A comparação da cinemática da corrida entre os grupos foi realizada por meio da Análise de Covariância (ANCOVA), com a velocidade de corrida como covariável. O teste t independente e o U de Mann-Whitney foram utilizados para comparar os parâmetros musculares entre os grupos. A correlação parcial de Pearson foi utilizada para associar a cinemática da corrida e os parâmetros musculares, utilizando a velocidade como variável de controle. O nível de significância adotado foi de p<0,05 e os dados foram tratados no SPSS. Em comparação aos não praticantes, os corredores realizaram maior ADM de inclinação contralateral do tronco durante a corrida (p=0,03). A ANCOVA revelou que esse parâmetro foi significativamente influenciado pela velocidade de corrida (p=0,02), maior para os corredores (p<0,01). Na avaliação isocinética, os corredores apresentaram maiores valores para o torque dos extensores e flexores do joelho (p<0,01 e p=0,02, respectivamente). No geral, o pico de torque dos rotadores internos do quadril se mostrou positivamente associado a inclinação ipsilateral do tronco, com magnitude fraca. Conclui-se que a cinemática de ambos os grupos é semelhante. Este estudo evidenciou diferenças para o pico de torque dos flexores e extensores do joelho, sendo que os praticantes de corrida apresentaram maiores médias. Por fim, o pico de torque das musculaturas do joelho e quadril se mostraram associadas à cinemática da corrida. Ainda, as associações demonstraram comportamento diferente, quando realizada as análises de acordo com os grupos estudados. |
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