Das letras e telas às ruas: o sujeito das mobilizações socioespaciais em Hamlet de Shakespeare e operários de Tarsila do Amaral

As mobilizações sociais, protestos, movimentos e manifestações políticas são frequentemente lidas por meio de uma visão utilitarista de seu conteúdo, forma e resultados. O sujeito que produz e se produz nestas mobilizações constitui um elemento direcional para se compreender os sentidos políticos qu...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Gustavo Souza
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Repositorio:Vozes e Diálogo (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.univali.br:article/19589
Acceso en línea:https://periodicos.univali.br/index.php/vd/article/view/19589
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sujeito
Insurgência
Mobilização social
Arte
Literatura
Descripción
Sumario:As mobilizações sociais, protestos, movimentos e manifestações políticas são frequentemente lidas por meio de uma visão utilitarista de seu conteúdo, forma e resultados. O sujeito que produz e se produz nestas mobilizações constitui um elemento direcional para se compreender os sentidos políticos que se plasmam nas ruas, nas reivindicações e em toda sorte de sinais simbólico-paradigmáticos da pólis e da política. Convém escapar à redução material e utilitária da insurgência revisitando as origens da emergência dos sujeitos para ampliar o repertório dos sentidos que denotam a realidade sociopolítica e frequentemente a interpela sob os signos da subjetividade e da política. Este texto apresenta uma reflexão sobre a produção do sujeito na mobilização social, a partir da tessitura alegórica, plástica e literária de duas obras referenciais: a peça Hamlet (1587) de do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare, e a obra Operários (1933) da artista visual Tarsila do Amaral.