Recepção, tradição e tradução itálicas do De mulieribus claris de Giovanni Boccaccio

De mulieribus claris (DMC) é uma coletânea de biografias de mulheres escrita por Giovanni Boccaccio entre 1360 e 1370. A obra conheceu grande fortuna do século XIV ao XVI, sendo depois relativamente esquecida até seu resgate no século XIX a partir de uma edição da tradução trecentista em vulgar ital...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Baggio, Adriana Tulio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Revista de Italianística (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/196382
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/italianistica/article/view/196382
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Biography
Translation
Risorgimento
The problem of the language
Culture and power
Biografia
Traduzione
La questione della lingua
Cultura e potere
Tradução
Questão da língua
Cultura e poder
Descripción
Sumario:De mulieribus claris (DMC) é uma coletânea de biografias de mulheres escrita por Giovanni Boccaccio entre 1360 e 1370. A obra conheceu grande fortuna do século XIV ao XVI, sendo depois relativamente esquecida até seu resgate no século XIX a partir de uma edição da tradução trecentista em vulgar italiano realizada por Donato Albanzani. Entendendo a relevância desse percurso para a tradição da obra, este artigo traça um panorama de sua recepção no contexto itálico a partir de três aspectos: os estudos em torno das fases redacionais da composição, os momentos de maior produção e circulação de testemunhos, e as iniciativas de tradução ao italiano, com destaque para a de Albanzani na edição de Giacomo Manzoni. O trabalho discute também a possível obliteração da edição manzoniana, o que teria levado à reiteração de equívocos quanto à datação da tradução de Albanzani, e propõe uma reflexão sobre os percalços da transmissão do DMC à luz do conceito de transmissão ativa e caracterizante de Vittore Branca (1958).