Análise da relação entre o risco de transtorno de estresse pós-traumático causado pela pandemia da covid-19 e a autoeficácia materna para amamentar

Covid-19 é o nome dado à doença causada pelo novo coronavírus que, em março de 2020, foi caracterizada como pandemia global pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Dada a importância da amamentação, principalmente no contexto da pandemia, os fatores envolvidos na sua realização têm sido constanteme...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bernardo, Luana Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-12082024-110235
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-12082024-110235/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aleitamento materno
Autoeficácia
Breastfeeding
Covid-19
Postpartum period
Puerpério
Self-efficacy
Stress disorders post-traumatic
Transtorno de estresse pós-traumático
Descripción
Sumario:Covid-19 é o nome dado à doença causada pelo novo coronavírus que, em março de 2020, foi caracterizada como pandemia global pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Dada a importância da amamentação, principalmente no contexto da pandemia, os fatores envolvidos na sua realização têm sido constantemente estudados. Nesse sentido, esse estudo visa o aprofundamento da temática, relacionando a autoeficácia materna para amamentar com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) gerado pela pandemia da covid-19, com o intuito de favorecer a prática da amamentação. O objetivo geral deste estudo foi analisar a relação do risco de transtorno de estresse pós-traumático causado pela pandemia de covid-19 na autoeficácia materna para amamentar entre puérperas com até 30 dias pós-parto. Os objetivos específicos foram: identificar o risco de transtorno de estresse pós-traumático entre as participantes; identificar o nível de autoeficácia materna para amamentar; e verificar a existência de associação entre o estresse pós-traumático e a autoeficácia para amamentar. Tratou-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, com coleta de dados realizada de forma on-line de setembro de 2021 a fevereiro de 2022, com a participação de 104 puérperas. Para coleta de dados, foram utilizados três instrumentos: um questionário de caracterização sociodemográfica, obstétrica e relacionadas a covid-19; a Escala do Impacto do Evento - Revisada (Impact os Events Scale-Revised [IES-R]); e a Breastfeeding Self-Efficacy Scale - Short Form (BSES-SF) - Versão brasileira. Os dados foram analisados utilizando-se o Programa R (RCore Team, 2021). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) vinculado à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, sob nº CAAE 45924721.3.0000.5393. A maioria das participantes apresentou alto risco para o desenvolvimento de TEPT (58,7%) e alto nível de autoeficácia materna para amamentar (58,7%). Na análise de associação entre essas variáveis, observou-se que as participantes com ausência de risco para o TEPT possuem nível de autoeficácia alta (p=0,0130). Além disso, a análise de regressão mostrou que as participantes com ausência de risco para o TEPT possuem 5,80 vezes mais chances de possuírem autoeficácia alta. No presente estudo, o risco para TEPT esteve relacionado ao nível de autoeficácia para amamentar. A compreensão sobre a relação entre essas variáveis fornece importantes subsídios para a atuação dos profissionais de saúde e para a formulação de políticas de saúde pública que visem auxiliar as mães de forma mais integral durante a pandemia e pós-pandemia, promovendo a saúde materna e infantil a curto, médio e longo prazo.