Apoio social às puérperas durante a pandemia da covid-19 e sua relação com a autoeficácia materna para amamentar no município de Ribeirão Preto SP
As vantagens da amamentação são amplamente divulgadas e, embora a mulher seja figura principal na promoção desta prática, ressalta-se que, para o início e manutenção do AM, entre os inúmeros fatores que estão envolvidos nesse processo, a autoeficácia materna para amamentar é apontada como fator impo...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-22112024-150626 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-22112024-150626/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Aleitamento materno Apoio social Autoeficácia Breastfeeding Self-efficacy Social support |
| Sumario: | As vantagens da amamentação são amplamente divulgadas e, embora a mulher seja figura principal na promoção desta prática, ressalta-se que, para o início e manutenção do AM, entre os inúmeros fatores que estão envolvidos nesse processo, a autoeficácia materna para amamentar é apontada como fator importante. No entanto, esta pode ter sido comprometida pela situação da pandemia. Além disso, se destaca a relevância do apoio social no processo de amamentação, o que envolve a possibilidade de superação das dificuldades vivenciadas com maior sucesso. O objetivo desse estudo é avaliar a relação entre o apoio social e a autoeficácia materna para amamentar, de mulheres que vivenciaram o período pós-parto durante a emergência e pós emergência em saúde pública causada pela covid-19. Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo, observacional e analítico, desenvolvido em Ribeirão Preto - SP. A coleta de dados foi realizada de janeiro a outubro de 2023, com a utilização de três instrumentos: questionário sociodemográfico e obstétrico, Breastfeeding SelfEfficacy Scale Short Form (BSES-SF) e a Escala de Apoio Social, do Medical Outcomes Study. As participantes foram recrutadas por meio de mídias sociais com um link de acesso à página da pesquisa on-line. Para as análises, utilizou-se o software estatístico Statistical Analysis System (SAS) 9.4. Foi utilizada a estatística descritiva, por meio da análise univariada dos dados, para caracterização da amostra e das variáveis estudadas. Para se estimar as razões de prevalências brutas e ajustadas, modelos de regressões log-binomiais, simples e múltiplos foram ajustados. Participaram deste estudo 180 mulheres, que tinham em média 31,21 anos; em maior porcentagem se autodeclararam brancas, tinham religião, ensino superior completo ou pós-graduação, exerciam atividade remunerada fora do lar, moravam em casa própria, com companheiro, e tinham auxílio nos cuidados com o bebê. A maioria teve apenas um filho, e a gestação foi planejada, deram à luz via cesariana, o maior percentual proveniente do serviço privado (49,44%), não tiveram intercorrências na gestação, parto ou puerpério. As participantes tiveram em média 55,08 pontos na BSES-SF, considerado alto nível de confiança para amamentar. A maioria das mulheres apresentou alto nível de apoio social (61,11%). Não houve associação estatisticamente significativa entre a autoeficácia e as variáveis sociodemográficas e obstétricas. Na análise de Razão de Prevalência ajustada não houve associação entre a autoeficácia e as dimensões de apoio social. Por meio de conditional inference trees estabeleceu-se pontos de corte na escala de apoio social. Após o estabelecimento desses, não foi encontrada associação significante entre o apoio social e a autoeficácia materna para amamentar. No entanto, os resultados obtidos trouxeram à luz dados valiosos, que tornam possível uma reflexão potente a respeito da importância do apoio social vivenciado pelas mulheres que amamentam e suas possíveis influências sobre a confiança materna em amamentar, fundamental para direcionar as ações de saúde dessa população, além de evidenciar a necessidade do desenvolvimento de intervenções e pesquisas que possam testar essa associação em outros cenários. |
|---|