Literatura e mito em a Rainha do Ignoto, de Emília Freitas

O presente trabalho pretende analisar a presença de características de narrativas míticas, em especial aquelas ligadas à Ártemis, na obra A Rainha do Ignoto (2019) da cearense Emília Freitas, publicado pela primeira ao final do século XIX, em 1899. O principal objetivo, portanto, é a averiguação da...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Castro, Larissa Lis Verlindo
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/10798
Acceso en línea:https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10798
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mito
Literatura
Emília Freitas
Imaginário
Arquétipo
Myth
Literature
Imaginary
Archetype
LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
Descripción
Sumario:O presente trabalho pretende analisar a presença de características de narrativas míticas, em especial aquelas ligadas à Ártemis, na obra A Rainha do Ignoto (2019) da cearense Emília Freitas, publicado pela primeira ao final do século XIX, em 1899. O principal objetivo, portanto, é a averiguação da atualização mítica na obra e a possível construção simbólica entre a protagonista do romance, conhecida inicialmente como Funesta, e a figura da deusa greco-romana citada. A pesquisa também elenca informações acerca da estrutura mitológica e a aproximação com a área da literatura, bem como a escrita desenvolvida por mulheres em um contexto limitador e a capacidade da essência feminista presente no texto de impulsionar alterações políticosociais. A pesquisa foi realizada através de uma extensa revisão bibliográfica que reúne autores como Bolen (2004), Jung (2002), Durand (2011, 2012, 1985, 1982), Eliade (2002, 1992), Schmidt (2012), Cavalcante (2008), dentre outros estudiosos. Conclui-se que o estudo atingiu os pressupostos que pretendia, pois valida a atualização mítica na obra de Emília Freitas (2019), evidenciando, ainda, a importância desta para o cânone literário e para o período em que escreveu, visto que tanto a autora quanto a personagem criada por ela, com vistas à imagem simbólica de Ártemis, ultrapassam padrões estabelecidos por uma sociedade machista e restritiva ao posicionar-se enquanto discurso feminista. De fato, pode-se refletir, por meio de diversas pistas simbólicas escritas por Freitas (2019), que a aproximação com o imaginário mítico tenha sido intencional, uma vez que auxiliam na fundação de críticas pontuais sobre a realidade brasileira oitocentista