Ágape e liberdade: os fundamentos da espiritualidade laica de Luc Ferry

Para Luc Ferry, a contemporaneidade se caracteriza fundamentalmente como a era do amor. Segundo o autor, a secularização e o processo de desconstrução acontecidos na Filosofia não legaram ao homem uma sociedade sem fundamentos, nem mesmo um pessimismo niilista. Ao contrário, o que se vê é uma divini...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ferreira, Douglas Willian
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/1849
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1849
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::TEOLOGIA
Ágape
Espiritualidade
Laicidade
Liberdade
Luc Ferry
Love
Spirituality
Secularism
Freedom
Descripción
Sumario:Para Luc Ferry, a contemporaneidade se caracteriza fundamentalmente como a era do amor. Segundo o autor, a secularização e o processo de desconstrução acontecidos na Filosofia não legaram ao homem uma sociedade sem fundamentos, nem mesmo um pessimismo niilista. Ao contrário, o que se vê é uma divinização do humano através da valorização do outro como aquele que permite ao homem a saída de si, e, assim, a ultrapassar os limites subjetivistas ao expandir seu pensamento. Essa divinização é um resultado claro da valorização da liberdade, sendo essa a centelha divina no humano. Afinal, a liberdade é caracteristicamente o que descoloca o homem para além de todos os determinismos, permitindo, assim, o fazer-se a si mesmo. Nesse sentido, o que se vê é um rompimento, segundo o autor, com todas as formas tradicionais de pensamento e uma superação do religioso e suas seduções. O homem-Deus, é, portanto, o grande responsável por todo o processo de secularização: tanto da moral e do amor quanto da própria espiritualidade. Nesse contexto, torna-se visível uma espiritualidade, aparentemente laica, pautada no ágape secularizado, que se apresenta, antes de tudo, como uma espiritualidade cristã, porque não consegue se desvencilhar, em suas próprias bases, da influência do amor cristão.