Composição química e bioatividade do óleo essencial de Eugenia stipitata mcvaugh

As plantas medicinais ajudam no tratamento de doenças ou apresentam a capacidade de melhorar as condições de saúde das pessoas. Muitas dessas propriedades medicinais são relatadas pela população e confirmadas em estudos científicos. Dentre as plantas com importância etnomedicinal destacamos Eugenia...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: COSTA, Wêndeo Kennedy
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/34384
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34384
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Plantas medicinais
Óleos essenciais
Eugenia stipitata
Descripción
Sumario:As plantas medicinais ajudam no tratamento de doenças ou apresentam a capacidade de melhorar as condições de saúde das pessoas. Muitas dessas propriedades medicinais são relatadas pela população e confirmadas em estudos científicos. Dentre as plantas com importância etnomedicinal destacamos Eugenia stipitata (Myrtaceae) que apresenta diversos efeitos medicinais relatados pela população, entretanto, há poucos relatos na literatura sobre o potencial medicinal dessa espécie, como também não há relatos sobre a composição química do óleo essencial extraído de plantas da Caatinga. Portanto, foi utilizado o método de hidrodestilação para obter o óleo essencial (EsEO) e foram realizadas a identificação da composição química, como também foram investigadas suas atividades antimicrobianas, anti-inflamatória, anticonceptiva, antipirética, hemólise e toxicidade aguda. As análises revelaram que o EsEO apresenta 49 compostos, o que representando 97,04%, os compostos majoritários foram Guaiol (13,77%), Trans-Caryophyllene (11,36%), β-Eudesmol (8,13%) e γ-Eudesmol (6,55%). Na avaliação antimicrobiana o EsEO apresentou Concentração Inibitória Mínima (CIM) em 0,156 mg/mL frente a Staphylococcus aureus; 20 mg/mL frente a Echerichia coli e Acinetobacter baumanni, e 40 mg/mL para Klebisiella pneumoniae. Em relação ao potencial analgésico as concentrações do EsEO reduziram a dor por volta de 40-60%. Todas as doses do EsEO testadas apresentaram redução da temperatura a partir da primeira hora no teste antipirético. No teste anti-inflamatório houve redução do edema em todas as doses de óleo essencial administradas, não havendo diferença estatística entre as doses. A LD50 foi determinada em 3.807,88 mg/kg, valor muito acima das doses padrões testadas nos testes farmacológicos. E a capacidade de hemólise foi de 1,3% na maior concentração testada, ficando abaixo quando comparado ao padrão. Tendo visto isso conclui-se que E. stipitata apresenta-se como uma fonte promissora de compostos bioativos.