O campo do geógrafo: colonização e agricultura na obra de Orlando Valverde (1917-1964)
Com o intuito de contribuir para os estudos sobre a história do pensamento geográfico no Brasil, este trabalho apresenta a análise da produção científica de Orlando Valverde (1917-2006), primeiro geógrafo contratado pelo CNG (Conselho Nacional de Geografia) em 1937, no Rio de Janeiro. Particularment...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2007 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-04062007-152940 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-04062007-152940/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Agrarian geography Colonização Colonization Geografia agrária Geographical thoughts. IBGE Orlando Valverde Pensamento geográfico. |
| Sumario: | Com o intuito de contribuir para os estudos sobre a história do pensamento geográfico no Brasil, este trabalho apresenta a análise da produção científica de Orlando Valverde (1917-2006), primeiro geógrafo contratado pelo CNG (Conselho Nacional de Geografia) em 1937, no Rio de Janeiro. Particularmente dedicado à análise de seus escritos elaborados entre 1942 a 1964, busca compreendê-los baseando-se em quatro eixos bibliográficos complementares e essenciais, ou seja, sócio-político, institucional (CNG/IBGE) e intelectual e, quando demonstrou-se salutar para depreender o posicionamento político-ideológico do autor, metodológico. Entre os resultados obtidos, defende-se que o discurso geográfico valverdiano apresenta influências significativas das políticas lideradas por Getúlio Vargas durante o Estado Novo (1937-1945) relativas aos temários colonização, povoamento e agricultura. Ademais, tanto no que tange à eleição de temas quanto na forma de tratamento, demonstra-se como a produção científica do geógrafo manteve estreitas relações com o pensamento nacional-desenvolvimentista gestado mais pronunciadamente a partir do segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954) e como nela encontram-se certas reservas políticas do geógrafo com relação ao tratamento dedicado à questão agrária durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). A compreensão desses aspectos foi efetuada partindo-se dos próprios escritos do autor e, por intermédio das evidências neles coletadas, a pesquisa as comparou e interpretou mediante os elementos de conjuntura circundantes à sua produção. |
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