Por outra História Indígena: teoria, metodologia e escrita da obra de John Monteiro.
Ao longo dos séculos XIX e XX, a historiografia brasileira, de forma geral, negligenciou aos povos indígenas um papel de sujeitos históricos ativos; que influenciaram e foram influenciados com os eventos desencadeados pela colonização das Américas. Os estudos concluíam que os nativos estavam fadados...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/253577 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/253577 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | John Manuel Monteiro História indígena Historiografia Etno-história Indigenous history Historiography Ethnohistory |
| Sumario: | Ao longo dos séculos XIX e XX, a historiografia brasileira, de forma geral, negligenciou aos povos indígenas um papel de sujeitos históricos ativos; que influenciaram e foram influenciados com os eventos desencadeados pela colonização das Américas. Os estudos concluíam que os nativos estavam fadados ao desaparecimento, devido uma relação desigual de forças entre eles e os europeus, que levaria ou ao extermínio físico ou ao apagamento cultural e identitário dessas populações. Entretanto, nos fins da década de 1980 e ao longo da década de 1990, ganhou força dentro das Ciências Sociais uma outra perspectiva acerca do passado e futuro indígena. Com a reformulação de pressupostos teóricos como “cultura” e “resistência” e a utilização de conceitos metodológicos como “etnogêneses”, “etnocídio” e “etnificação”, somando-se aos movimentos indígenas que ganharam folego no Brasil durante as décadas de 1970 e 1980, pesquisadores de diversas áreas, sobretudo antropólogos e arqueólogos, começaram a dar corpo à outra narrativa histórica para as populações ameríndias; diferente daquela pessimista que prevalecera na intelectualidade brasileira até então. Deste cenário e grupo de pesquisadores, destacamos a presença do historiador estadunidense John Manuel Monteiro que, se mudando em definitivo para o Brasil, tornou-se uma figura importante para a ampliação e desenvolvimento do campo da história indígena dentro da historiografia; uma vez que tal interesse de estudos fora, majoritariamente, elaborada fora da disciplina histórica. Com esta pesquisa, procuraremos compreender os meios e fatores que permearam o trabalho intelectual de John Monteiro, buscando os autores com os quais ele dialogara, as teorias e metodologias que lhe influenciaram e como estas refletem na sua escrita da história dos ameríndios no Brasil. |
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