Morada dos encantados: identidade e religiosidade entre os Tupinambá da Serra do Padeiro – Buerarema, BA.
Os Tupinambá, povo recorrentemente mencionado nos relatos dos cronistas e viajantes dos séculos XVI até a primeira metade do século XIX, foram os primeiros indígenas a manter contato com o colonizador português, e, conseqüentemente, os primeiros afetados pelos efeitos devastadores da colonização, o...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/10887 |
| Acceso en línea: | http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/10887 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Tupinambá Bahia Buerarema Religião Resistência Etno-história Ethnohistory Resistance Religion |
| Sumario: | Os Tupinambá, povo recorrentemente mencionado nos relatos dos cronistas e viajantes dos séculos XVI até a primeira metade do século XIX, foram os primeiros indígenas a manter contato com o colonizador português, e, conseqüentemente, os primeiros afetados pelos efeitos devastadores da colonização, o que lhes privou da possibilidade de permanecer em seus territórios e de exercer livremente sua cultura. Os Tupinambá da Serra do Padeiro (Buerarema, BA), uma das vinte e duas comunidades que compõem a terra indígena Tupinambá, encontram na religiosidade a base para sua organização político-social e para a afirmação de sua identidade. O culto aos encantados/caboclos – cuja expressão central é a festa em louvor a São Sebastião, ocorrida anualmente no dia 19 de janeiro – constitui-se no momento em que os encantados de todos os domínios, segundo os Tupinambá, “saem da sua morada” para fortalecer os índios na luta pela identidade e, conseqüentemente, pelo direito à terra. Esta dissertação busca proceder a uma análise etno-histórica da presença tupinambá na região que hoje corresponde à terra indígena de mesmo nome, tendo como foco a sua resistência étnica ao longo da história, e, num segundo momento, a devoção religiosa tupinambá a São Sebastião e o culto aos encantados/caboclos. |
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