Avaliação da exposição pré-natal de gestantes a micotoxinas na dieta por meio da análise de biomarcadores em tecidos de fetos e neonatos

Micotoxinas são metabólitos secundários produzidos por fungos que ocorrem naturalmente em alimentos e que podem causar uma grande variedade de efeitos tóxicos em vertebrados, incluindo seres humanos. O fato de algumas micotoxinas serem carcinogênicas e poderem ser detectadas no leite materno e em al...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Fermiano, João Thiago Aragão
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-26052025-095340
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-26052025-095340/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aflatoxinas
Aflatoxins
Fumonisinas
Fumonisins
Ochratoxin A
Ocratoxina A
Trichothecenes
Tricotecenos
Zearalenona
Zearalenone
Descripción
Sumario:Micotoxinas são metabólitos secundários produzidos por fungos que ocorrem naturalmente em alimentos e que podem causar uma grande variedade de efeitos tóxicos em vertebrados, incluindo seres humanos. O fato de algumas micotoxinas serem carcinogênicas e poderem ser detectadas no leite materno e em alimentos e rações constitui séria ameaça à saúde humana e animal, principalmente crianças e animais jovens devido à alta vulnerabilidade fisiológica. Foram coletadas 43 amostras de fígado e 38 amostras de sangue de recém-nascidos e fetos autopsiados no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto/SP, com o objetivo de se investigar a presença de aflatoxinas, fumonisinas, ocratoxina A, tricotecenos e zearalenona, além de sua quantificação por meio da técnica de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas. Os resultados obtidos foram relacionados à existência de alterações morfológicas congênitas nos pacientes autopsiados. As taxas de positividade no fígado e no sangue foram, respectivamente, 21% e 92%. Todos os casos com positividade hepática tiveram sorologia positiva. A frequência de restrição do crescimento intrauterino e/ou malformação congênita foi de 33% nos casos com amostra hepática positiva, e de 40% nos casos com sorologia positiva. Os resultados demonstram elevada taxa de contaminação fetal por micotoxinas de origem dietética materna, podendo-se ainda conjecturar uma provável associação com alterações morfológicas fetais.