A prospecção de um oikos roabastiano : ecocrítica, metaliteratura e dualidade em pauta
O presente estudo tem como propósito investigar os referentes ambientais ecológicos atrelados às questões histórico-sociais e identitárias a partir do exercício metaliterário presente na literatura do paraguaio de Augusto Roa Bastos, mais especificamente, em seu penúltimo romance Contravida (1994)....
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/9819 |
| Acceso en línea: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9819 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Literatura Ecocrítica Literária Augusto Roa Bastos Metaliteratura Dualidade LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Sumario: | O presente estudo tem como propósito investigar os referentes ambientais ecológicos atrelados às questões histórico-sociais e identitárias a partir do exercício metaliterário presente na literatura do paraguaio de Augusto Roa Bastos, mais especificamente, em seu penúltimo romance Contravida (1994). Ao longo da tese buscamos, dentre outros motes, verificar a existência de uma sabedoria ecológica evidenciada na voz do narrador-protagonista e trazida à luz através da constante reescrita do eu ao longo da narrativa; bem como o papel do meio ambiente no romance desde uma perspectiva Ecocrítica, de modo a dialogar com os elementos histórico-culturais constitutivos de uma identidade paraguaia permeada de singularidades como o indigenismo e o bilinguismo. Nos questionamos sobre a possibilidade de a narrativa despertar uma consciência ecológica e de que forma ela se manifesta no romance. O estudo se sustenta, majoritariamente, na Ecocrítica Literária, com Greg Garrard, Terry Gifford, Cheryll Glotfelty, Flys Junquera, entre outros. Para além da análise Ecocrítica, o presente estudo se alicerça, também, ainda que em menor proporção, nas Teorias do espaço literário, nos Estudos culturais, na Ecosofia, nas Teorias críticas da sociedade, bem como na crítica literária, mais especialmente, latino-americana. O que conclui é que, Contravida, quando lida sob a lente da Ecocrítica e das singularidades culturais, linguísticas e transtextuais existentes, oportuniza um acender da consciência ecocêntrica em contraste à lógica etnocêntrica tão enraizada no homem contemporâneo. Desse modo, a narrativa de Roa Bastos reverbera a necessidade de uma nova postura, uma práxis ambiental avivada através da trajetória do narrador-protagonista, pondo em relevo um oikos ressignificado que se destaca na permanente interdependência entre o humano e o não-humano. |
|---|