Frantz Fanon e a psicanálise na Améfrica : notas sobre a clínica e a ideologia do branqueamento

Essa dissertação se propõe a projetar luz à psicanálise campo de saber permeado por e que reitera os discursos coloniais. Para tanto, dando destaque a episódios recentes do cenário psicanalítico, fez-se uma análise crítica de aspectos sensíveis e pontos de inflexão dentro do campo psicanalítico como...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Salaberry, Ismael Leonardi
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/249483
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/249483
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Branquitude
Psicanálise
Colonialidade
Racismo
Psychoanalysis
Fanon
Amefricanity
Whiteness
Racism
Descrição
Resumo:Essa dissertação se propõe a projetar luz à psicanálise campo de saber permeado por e que reitera os discursos coloniais. Para tanto, dando destaque a episódios recentes do cenário psicanalítico, fez-se uma análise crítica de aspectos sensíveis e pontos de inflexão dentro do campo psicanalítico como área de conhecimento e de ação no mundo. Alicerçando-se nas obras de Frantz Fanon, buscou-se, para auxiliar as análises presentes nesse trabalho, produções intelectuais de diferentes autores importantes na contemporaneidade como: Lélia Gonzales, Neusa Santos Souza, Angela Davis, Audre Lorde e Grada Kilomba; assim como, produções sedimentadas no panorama psicanalítico dos autores Sigmund Freud e Jacques Lacan. Foram dados destaques aos aspectos envolvendo colonialismo, questões raciais, feminismo negro, capitalismo e a ausência de diálogo entre algumas vertentes da psicanálise e a realidade do Brasil como Améfrica atravessada pela ideologia do branqueamento. E, por meio desses, foram encontrados pontos de convergência e de divergência entre os autores supracitados na busca de um espaço de diálogo clínico psicanalítico não excludente e que não funcione como parte do maquinário colonial de reprodução do status quo.