Pretinhos, coquinhos e a jaqueira de Muquém: a construção da identidade étnico-racial das crianças e negras e quilombolas

A tese objetiva analisar como as crianças e negras e quilombolas constroem suas identidades étnicas a partir dos marcadores identitários raça/cor, cabelo e território/lugar (o Quilombo Muquém) em União dos Palmares, AL. A etnografia é o fio condutor da sustentação metodológica – por entendermos que...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, José Artur do Nascimento
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositório:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:português
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/18264
Acesso em linha:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18264
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
Crianças e negras e quilombolas
Identidades étnicas
Relações étnico-raciais
Educação quilombola
Comunidade quilombola de Muquém
Black children and quilombola children
Ethnic identities
Ethnic-racial relations
Quilombola education
Quilombola Community of Muquém
Descrição
Resumo:A tese objetiva analisar como as crianças e negras e quilombolas constroem suas identidades étnicas a partir dos marcadores identitários raça/cor, cabelo e território/lugar (o Quilombo Muquém) em União dos Palmares, AL. A etnografia é o fio condutor da sustentação metodológica – por entendermos que a realização dessa pesquisa direcionou sua percepção a um grupo social específico, marginalizado da sociedade, composto nesse caso pelas crianças e negras e quilombolas. Tendo como aporte literaturas infantojuvenis, buscou-se estar mais próximo das crianças participantes da pesquisa, que nos ajudaram a ter uma melhor compreensão dos marcadores supracitados. Ao final das atividades planejadas, tivemos uma conversa com nove crianças e negras e quilombolas para entendermos como elas convivem com os mais velhos da comunidade; se gostam da comunidade em que estão inseridas; qual a relação que estabelecem com o cabelo, a cor da pele e outros possíveis que apareçam no decorrer da conversa. A base teórica que sustenta estes escritos é a dos estudos que dizem respeito a não ordem do pensamento colonial: é de África! É da diáspora! É afroquilombola! É em autores como Mbembe, Appiah, Nascimento, Gomes, Funari, Gennari, Reis e Gomes, Hall, Moreira, Almeida, Bernadino-Costa, Maldonado-Torres e Grosfoguel, Rosa, Pacheco, Petit e Santos. A Preta, a Ginga e a Griô são outras pedagogias para pensarmos outros modos de ser, existir, resistir e educar nas escolas das Comunidades Quilombolas. Por fim, destacamos a alegria de encontrar outros elementos que permitem com que as identidades étnicas, a partir das relações raciais das crianças e negras e quilombolas com outras crianças e não negras e não quilombolas, sejam construídas aos moldes como as encontramos na relação que as crianças e negras e quilombolas estabelecem com os mais velhos e os artesãos, e nas brincadeiras na escola e na comunidade. É afroaquilombamento!