Um quarto com vista e as artes da adaptação
A partir do conceito de que o processo de adaptação extrapola as relações entre textofonte e texto-adaptado, discorro sobre Uma Janela para o Amor (1985), filme de James Ivory, adaptado do romance Um Quarto com Vista (1908), de E. M. Forster. Considero brevemente alguns conceitos e perspectivas rece...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufc.br:riufc/41307 |
| Acceso en línea: | http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/41307 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Adaptação James Ivory E. M. Forster |
| Sumario: | A partir do conceito de que o processo de adaptação extrapola as relações entre textofonte e texto-adaptado, discorro sobre Uma Janela para o Amor (1985), filme de James Ivory, adaptado do romance Um Quarto com Vista (1908), de E. M. Forster. Considero brevemente alguns conceitos e perspectivas recentes sobre adaptação e transmidialidade presentes em Rajewsky (2012), Hutcheon (2013) e Schober (2013), com destaque para a ideia de que mídias, textos, contextos cultural, de produção e recepção estão conectados em uma rede complexa e dinâmica, aberta a associações momentâneas. A análise enfoca o recurso ao discurso sobre as artes para problematizar as estruturas de dominação entre os gêneros no romance de Forster, e as diversas expressões artísticas, como pintura, ilustração, música e cinema mudo, que cumprem função dupla no filme de Ivory. Além de reconfigurar o texto de Forster a partir de experiências e visões do diretor, tal recurso tornou-se uma convenção de gênero dos filmes de herança, relacionado às condições materiais dos realizadores, como os baixos orçamentos. |
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