Impacto da implementação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança para Unidades Neonatais - IHAC-Neo na prevalência do aleitamento materno exclusivo em prematuros e nas práticas assistenciais
A Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) é amplamente adotada nas maternidades brasileiras, porém não considera o contexto complexo e tecnológico das unidades neonatais e as dificuldades de amamentar o prematuro. O objetivo geral é avaliar o impacto da implementação da IHAC para Unidades Neonat...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2018 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-29032019-164536 |
| Online Access: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-29032019-164536/ |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Aleitamento materno Breastfeeding Enfermagem neonatal Neonatal nursing Premature infant Prematuro Prevalence Prevalência |
| Summary: | A Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) é amplamente adotada nas maternidades brasileiras, porém não considera o contexto complexo e tecnológico das unidades neonatais e as dificuldades de amamentar o prematuro. O objetivo geral é avaliar o impacto da implementação da IHAC para Unidades Neonatais - IHAC-Neo, guiada pelo referencial da Knowledge Translation (KT), na prevalência do aleitamento materno exclusivo (AME) na alta hospitalar, no primeiro mês pós-alta e aos seis meses de vida entre os prematuros, e na adesão às diretrizes da IHAC-Neo. Tratase de estudo de intervenção, controlado, quase-experimental, pré e pós-teste, não equivalente e prospectivo, realizado em dois hospitais Amigos da Criança do Sudeste. A coleta foi realizada em dois momentos nos hospitais (intervenção e controle), com intervalo mínimo de 12 meses, sendo no hospital intervenção antes (M1) e após (M2) a implementação da IHAC-Neo. Foram coletados dados sobre prevalência do AME e condições de saúde dos prematuros por meio de levantamento de prontuários e entrevistas com mães; adesão à IHAC-Neo por meio de entrevistas com profissionais e mães, observação das unidades neonatais e análise documental; e dados qualitativos para monitorar fatores contextuais. A implementação da IHAC-Neo foi guiada pelo modelo Promoting Action on Research Implementation in Health Services da KT e pela estratégia Evidence-Based Practice Identification & Change. Para análise dos dados relativos a prevalência do AME e seus fatores preditores foi utilizado regressão logística com efeito aleatório. Esta tese integra projeto multicêntrico financiado e aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. A prevalência do AME na alta foi significativamente maior no hospital intervenção que no controle (p<0,01), resultante da diferença detectada no M1 (p<0,01) e no M2 (p=0,04), com taxas maiores de AME no hospital intervenção (M1=48,1%; M2=40,8%) do que no controle (M1=3,1%; M2=17,2%). Intragrupo, ao comparar os momentos, não houve diferença significativa no hospital intervenção (p=0,12) nem no controle (p=0,42). No primeiro mês pós-alta, manteve-se a prevalência do AME significativamente maior (p=0,02) no hospital intervenção (M1=46,1%; M2=29,8%) que no controle (M1=6,3%; M2=17,2%), devido diferença no M1 (p=0,02), já que não diferiu no M2 (p=0,41). Intragrupo, ao comparar os momentos, também não apresentaram diferença significativa no hospital intervenção (p=0,12) nem no controle (p=0,40). No sexto mês de vida, o AME somado ao aleitamento materno predominante não diferiu significativamente entre os hospitais intervenção e controle (p=0,27), independentemente do momento da coleta; nem entre os hospitais no M1 (p=0,46) e no M2 (p=0,39), embora o hospital intervenção tenha mantido maiores taxas (M1=14,3%; M2=10,6%) que o controle (M1=3,6%; M2=3,4%). Intragrupo, não houve diferença significativa no hospital intervenção (p=0,96) nem no controle (p=0,90). Na regressão logística ajustada, o único fator preditor do AME foi a duração da internação, apenas na alta hospitalar. Quanto as práticas relacionadas às diretrizes da IHAC-Neo tiveram importante melhora no hospital intervenção, com aumento da adesão global aos Dez Passos de 33% para 67%, aos Três Princípios Norteadores de 43% para 86% e ao Código de 56% para 81%, o que não foi tão pronunciado no controle. Conclui-se que a implementação da IHAC-Neo guiada pela KT aprimorou a prática clínica de promoção, proteção e apoio ao AME, com aumento da adesão à IHAC-Neo, mas não foi suficiente para aumentar o AME em prematuros em curto prazo |
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