Inteligência cultural, adaptação transcultural e o desempenho de expatriados: um estudo comexpatriados residentes no Brasil

Criar uma força de trabalho competitiva no exterior é um desafio relevante para diversas organizações com atividades multinacionais. Diante disto e dos altos custos associados à expatriação, faz-se necessário identificar fatores que facilitam o desempenho satisfatório de executivos em designações in...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Nunes, Inácia Maria, Felix, Bruno, Prates, Lorene Alexandre
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Revista de Administração (São Paulo)
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/135251
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/rausp/article/view/135251
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cross-cultural adjustment
Cultural intelligence
Expatriate performance
Adaptación transcultural
Inteligencia cultural
Desempeño de expatriados
Adaptação Transcultural
Inteligência Cultural
Desempenho dos Expatriados
Descripción
Sumario:Criar uma força de trabalho competitiva no exterior é um desafio relevante para diversas organizações com atividades multinacionais. Diante disto e dos altos custos associados à expatriação, faz-se necessário identificar fatores que facilitam o desempenho satisfatório de executivos em designações internacionais. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre inteligência cultural, adaptação transcultural e desempenho de expatriados. A partir de uma amostra de 217 expatriados, provenientes de 26 países diferentes e residentes no Brasil, o estudo revelou uma associação positiva entre inteligência cultural e adaptação transcultural e, desta última, com o desempenho de expatriados. No entanto, a relação direta entre inteligência cultural e desempenho de expatriados não se mostrou significante. Os resultados revelaram, ainda, uma relação indireta entre inteligência cultural e desempenho de expatriados mediada pela adaptação transcultural. Assim, sugere-se que a inteligência cultural se transforma em capacidade de melhor adaptação do expatriado à nova cultura, para então resultar em desempenho. A partir da Teoria do Contato de Allport (Pettigrew, 1998), cujo pressuposto é de que o aumento das interações entre os diferentes membros de grupos étnicos pode levar ao aumento no entendimento mútuo, à redução de hostilidades, de preconceitos e à formação de amizades entre grupos em diversos contextos sociais (Pettigrew & Tropp, 2006; Kim, 2012), sugere-se que este processo de transformação é facilitado e potencializado pelo aumento das interações entre expatriados e habitantes locais. Sugestões para futuras pesquisas e para a prática são apresentadas.