Jogo sério para treinamento do equilíbrio de hemiparéticos por acidente vascular cerebral

O AVC é responsável por elevados número de indivíduos com incapacidade, gerando altos custos e grande impacto na sociedade. O objetivo do presente projeto foi analisar os efeitos terapêuticos do treinamento do equilíbrio com um Jogo Sério (JS) desenvolvido para reabilitação em pacientes hemiparético...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Fabiane Maria Klitzke
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Repositorio:Repositório Institucional da Udesc
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.udesc.br:UDESC/21530
Acceso en línea:https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/21530
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Acidente vascular cerebral
Paresia
Jogos de vídeo
Equilíbrio postural
Descripción
Sumario:O AVC é responsável por elevados número de indivíduos com incapacidade, gerando altos custos e grande impacto na sociedade. O objetivo do presente projeto foi analisar os efeitos terapêuticos do treinamento do equilíbrio com um Jogo Sério (JS) desenvolvido para reabilitação em pacientes hemiparéticos por acidente vascular cerebral (AVC) e compará-lo com a fisioterapia convencional. Trata-se de um estudo experimental com delineamento do tipo Ensaio Clínico não Randomizado, conduzido com hemiparéticos por AVC de ambos os sexos, clinicamente estáveis e em fase crônica. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo Jogo Sério (GJS, n=10) submetido ao treinamento com JS e, grupo fisioterapia convencional (GFC, n=8) submetido a intervenção com cinesioterapia tradicional, por 10 semanas, com duas sessões semanais de 30 minutos cada. Previamente à intervenção foram avaliadas as características sociodemográficas e clínicas por meio de entrevista estruturada. Adicionalmente foram avaliadas a mobilidade funcional (Timed Up and Go Test- TUGT), velocidade da marcha (Teste de Velocidade da Marcha de 10 metros - TVM), equilíbrio estático e dinâmico (Escala de Equilíbrio de Berg - EEB) e força muscular isométrica máxima de extensores de joelho, bilateralmente (Membro parético – FQFp; Membro não parético - FQFnp) através da dinamometria. Após a intervenção as variáveis foram reavaliadas. As características sociodemográficas e clínicas foram descritas por meio de estatística descritiva (média, desvio padrão, distribuição de frequências). Para verificar o efeito do grupo (JS e FiC) e da condição (pré-intervenção e pós-intervenção) sobre as variáveis do estudo foi empregada ANOVA 2x2 (para os dados paramétricos) e os testes U - Mann Whitney e o teste de Wilcoxon (para dados não paramétricos), teste de correlação de Spearman para verificar associação entre pontuação do jogo e as outras variáveis Todas as análises foram efetuadas com o software SPSS – IBM, versão 20.0 para Windows considerando um nível de significância de 5%. O GJS apresentou idade média (57,50 ± 13,44) anos, com um tempo de lesão de (60,90 ±4,31) meses, sendo a maioria de etnia branca (80%), casados (80%) e com hemiparesia esquerda (90%). O GFC, por sua vez, apresentou idade média de (60,25 ± 8,33) anos, um tempo de lesão de (27,13 ±19,19) meses, sendo todos de etnia branca (100%), a maioria casados (75%) e com hemiparesia direita (75%). Todos os participantes eram destros. Foi observado que o treinamento com JS promoveu uma diminuição de 5,1 s (18,9%) no tempo de execução do TUGT, e um aumento de 0,11 m/s (20,0%) da velocidade no TVM, de 7,1 pontos (18,3%) no escore total da EEB, de 4,07 kgf (24,9%) e de 3,91 kgf (17,8%) na FQFp e FQFnp, respectivamente. Por outro lado, por meio da intervenção com cinesioterapia, foi verificado um aumento de 0,01 m/s (1,7%) na velocidade do TVM, em 9,8 pontos (23,1%) no escore total da EEB e de 1,73 kgf (10,3%) na FQFp. Porém, não foi observado efeito significativo no tempo de execução do TUGT, nem na FQFnp. Verificou-se que a intervenção de 10 semanas com o JS mostrou-se eficaz para melhorar as condições de mobilidade funcional, equilíbrio estático e dinâmico, velocidade de marcha e força muscular de membros (parético e não parético), com valores superiores ao tratamento convencional, mostrando grande potencial na sua utilização como tratamento adjuvante em indivíduos com AVC no estágio crônico.