Formas de introduzir o dizer do outro em artigos cientí­ficos de especialistas

Este trabalho objetiva investigar as formas de introdução do discurso citado mobilizadas na tessitura de artigos cientí­ficos produzidos por pesquisadores especialistas, mais especificamente pesquisadores da área de Geografia. Como fundamentação teórica, buscamos respaldo, principalmente, em postula...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Nascimento, Ilderlândio Assis Andrade, Bessa, José Cezinaldo Rocha, Bernardino, Rosângela Alves Santos
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)
Repositorio:Revista Diálogo das Letras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.periodicos.apps.uern.br:article/1360
Acceso en línea:https://periodicos.apps.uern.br/index.php/DDL/article/view/1360
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Introdutores de discurso citado
Artigo cientí­fico
Construção de sentidos
Descripción
Sumario:Este trabalho objetiva investigar as formas de introdução do discurso citado mobilizadas na tessitura de artigos cientí­ficos produzidos por pesquisadores especialistas, mais especificamente pesquisadores da área de Geografia. Como fundamentação teórica, buscamos respaldo, principalmente, em postulados de Bakhtin (1990, 2006), Authuier-Revuz (1990; 2004), Maingueneau (1996; 2002) e de Marcuschi (2007).  O corpus é composto por 10 (dez) artigos cientí­ficos produzidos por especialistas (doutores) da área de Geografia e publicados no periódico Sociedade & Natureza entre 2008 a 2010. A análise mostra ocorrência de quatro formas de introduzir o discurso citado, a saber: (i) os recursos tipográficos, sendo esses os introdutores mais mobilizados na escrita dos artigos cientí­ficos; (ii) os grupos preposicionais, segunda forma de introduzir mais mobilizada; (iii) o verbo dicendi + "que" e (iv) os verbos introdutores que aparecem, respectivamente, em penúltimo e último lugar, em termos de ocorrências nos textos investigados. A predominância dos recursos tipográficos revela uma tendência dos especialistas em: (i) tentar uma aproximação em relação ao discurso do outro; (ii) não interferir nos sentidos do discurso do outro citado na materialidade textual; (iii) exigir um maior esforço do leitor na compreensão dos discursos citados, visto que os recursos tipográficos não fornecem pistas ou indicação semântica sobre o conteúdo do discurso citado. Ademais, os dados revelam uma tendência mais geral de como os sujeitos enunciadores lidam com o discurso do outro, como eles mobilizam esses outros discursos, que funções essas vozes de outrem exercem no discurso dos enunciadores.