Construção de genossensores eletroquímicos baseados em polímero condutor e nanoestruturas para a detecção dos oncogenes quiméricos TCF3- PBX1 e ETV6-RUNX1
A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é um tipo de câncer de origem hematológica, caracterizado pela desregulação dos mecanismos de proliferação e diferenciação celular. Essas alterações malignas estão associadas a anormalidades imunofenotípicas, citoquímicas, morfológicas e moleculares. Nesse contex...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66402 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66402 |
| Access Level: | acceso embargado |
| Palabra clave: | Leucemia Linfoblástica Aguda Biossensor Eletroquímico TCF3-PBX1 ETV6-RUNX1 |
| Sumario: | A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é um tipo de câncer de origem hematológica, caracterizado pela desregulação dos mecanismos de proliferação e diferenciação celular. Essas alterações malignas estão associadas a anormalidades imunofenotípicas, citoquímicas, morfológicas e moleculares. Nesse contexto, a identificação de biomarcadores específicos, como os oncogenes de fusão TCF3-PBX1 (t(1;19)) e ETV6-RUNX1 (t(12;21)), são de relevância clínica, sobretudo em meio à população infantil, devido aos impactos significativos da LLA na morbimortalidade pediátrica. Estes oncogenes fornecem informações valiosas sobre as características moleculares da doença, como melhores previsões quanto ao prognóstico e ao risco de recidiva. Neste estudo foram desenvolvidos genossensores eletroquímicos baseados em filmes de polipirrol (PPy) e nanotubos de carbono de paredes múltiplas (MWCNTs). Para a construção da plataforma de sensoriamento, foi utilizada superfície flexível de óxido de índio e estanho (ITO) para o diagnóstico das oncoproteínas de interesse. Quanto ao receptor biológico, foram utilizadas sondas de DNA aminadas altamente específicas para os analitos. A caracterização da superfície de trabalho ocorreu através da aplicação das técnicas de Microscopia de Força Atômica (AFM), Voltametria Cíclica (VC) e Espectroscopia de Impedância Eletroquímica (EIE). A técnica de AFM evidenciou as características heterogêneas da superfície em decorrência da deposição dos diversos nanomateriais utilizados, sendo os picos mais elevados obtidos após sua exposição a amostras positivas. O genossensor (t(1;19)) B-LLA exibiu variação da corrente de pico anódica (Δi (%)) de 358,0 enquanto o genossensor (t(12;21)) B-LLA apresentou Δi (%) de 293,0 quando expostos a amostras clínicas com concentrações da ordem de 100 pg.μL−1. Esses sinais eletroquímicos produzidos são indicativos da formação de uma superfície de trabalho mais resistiva e do processo de reconhecimento bioespecífico. Foram encontrados os seguintes valores para o limite de detecção (LOD) do genossensor (t(1;19)) B-LLA e (t(12;21)) B-LLA: 0,77 pg.μL−1 e 0,54 pg.μL−1, respectivamente. Enquanto o limite de quantificação encontrado foi de 2,34 pg.μL−1 e 1,63 pg.μL−1, respectivamente. Conclui-se que o genossensor eletroquímico desenvolvido apresenta elevado desempenho analítico, destacando-se devido a sua rapidez e precisão diagnóstica. Assim, a integração dessas estratégias configura uma abordagem de sensoriamento inovadora, com potencial para o diagnóstico precoce da LLA e para o monitoramento preciso da doença residual mínima, ampliando as perspectivas de intervenção clínica e o acompanhamento terapêutico. |
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