Construções [v1+ver] no português brasileiro contemporâneo sob perspectiva construcional

Esta tese é amparada por pressupostos gerais de teorias identificadas com correntes funcionalistas da linguagem (DIK, 1989, 1997; NUYTS, 2007; dentre outros), sobretudo o Funcionalismo da Costa Oeste Americana (TRAUGOTT, 2010; TRAUGOTT; DASHER, 2002; HOPPER; TRAUGOTT, 2003; GIVÓN, 1984, 1995; BYBEE,...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Robuste, Taísa Barbosa
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/180393
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/180393
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:construcionalização
mudança construcional
verbo ver
constructionalization
constructional change
verb ver
Descripción
Sumario:Esta tese é amparada por pressupostos gerais de teorias identificadas com correntes funcionalistas da linguagem (DIK, 1989, 1997; NUYTS, 2007; dentre outros), sobretudo o Funcionalismo da Costa Oeste Americana (TRAUGOTT, 2010; TRAUGOTT; DASHER, 2002; HOPPER; TRAUGOTT, 2003; GIVÓN, 1984, 1995; BYBEE, 2016; dentre outros), e conceitos específicos relacionados a teorias cognitivistas, especialmente a identificada com a Gramática de Construções (GOLDBERG, 1995, 2006; CROFT, 2001, 2007; LAKOFF, 1987), numa vertente que vem sendo denominada Modelos Baseados no Uso (BERLOW; KEMMER, 2000; BYBEE, 2016) ou Linguística Cognitivo-funcional (NUYTS, 2007). Mais diretamente, nos valemos de premissas da Gramática de Construções – que defende como princípio fundamental que a forma básica de uma estrutura sintática é a construção, considerada um pareamento simbólico de uma estrutura gramatical complexa com seu significado (GOLDBERG, 1995, 2006; CROFT, 2007) – para analisar, sob uma perspectiva sincrônica e com base em dados de língua escrita e falada do português brasileiro contemporâneo, as construções [v1+ver], sendo v1 substituível pelos verbos ir, querer e deixar. Partimos da hipótese de que essas construções resultam de um processo de construcionalização instanciado por uma série de micropassos de mudanças. A busca pela comprovação dessa hipótese perpassa o mapeamento das propriedades de composicionalidade, esquematicidade e produtividade das construções e permite cumprir o objetivo central da tese, que é o de explorar a relação entre mudança construcional, construcionalização e (inter)subjetivização (TRAUGOTT; TROUSDALE, 2013; TRAUGOTT; DASHER, 2002; TRAUGOTT, 2010). Identificamos e analisamos quatro usos das construções [v1+ver], quais sejam: i) Construções de movimento com propósito; ii) Construções perifrásticas de Tempo e Modalidade; iii) Construções modais epistêmicas; e, iv) Construções atuantes como Marcador Discursivo. Assumimos que diferenças no pareamento de forma e função entre essas construções são fortes evidências para atestar um possível processo diacrônico de construcionalização de [v1+ver]com valor (inter)subjetivo especializado na função de marcador discursivo atuante no fechamento de tópico ou de turno conversacional, no preenchimento de pausa e no engajamento do interlocutor.