“PrEP = Autonomy”: communication for HIV prevention among youth in the logic of neoliberal rationality

O objetivo deste artigo é analisar as dinâmicas da “virada biomédica” na prevenção da Aids no Brasil, destacando as interpelações culturais e políticas, geradas pelo processo de biomedicalização, particularmente no que diz respeito aos jovens. Atenta-se, em especial, para o modo pelo qual uma “racio...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Oliveira, Kris Herik de, das Neves, André Luiz Machado, Seffner, Fernando
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Saúde e Sociedade (Online)
Idioma:inglés
portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/242175
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/sausoc/article/view/242175
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:HIV/Aids
PrEP
Prevention
Youth
Neoliberal Rationality
Jovens
Prevenção
Racionalidade Neoliberal
Descripción
Sumario:O objetivo deste artigo é analisar as dinâmicas da “virada biomédica” na prevenção da Aids no Brasil, destacando as interpelações culturais e políticas, geradas pelo processo de biomedicalização, particularmente no que diz respeito aos jovens. Atenta-se, em especial, para o modo pelo qual uma “racionalidade neoliberal” permeia e compõe tais processos. Utilizou-se a análise de conteúdo temática para explorar a disponibilização e os usos da profilaxia pré-exposição (PrEP) para prevenção ao HIV entre essa população, baseando-se nas publicações de um perfil de rede social em diálogo com a bibliografia acerca dessa questão. O cruzamento dessas fontes, aliado à análise do processo macropolítico de neoliberalização da prevenção ao HIV e da resposta brasileira à Aids, permitiu identificar dinâmicas complexas. Por um lado, essas dinâmicas revelam a produção de estigmas e discriminações. Por outro, apontam para a emergência de novos modos de pensar e viver a sexualidade e os afetos, especialmente em um cenário onde o preservativo perde centralidade. Além disso, observa-se a amplificação da noção de “indivíduo empreendedor de si”, característica marcante da subjetividade neoliberal, que reforça comportamentos individualistas e promove uma cidadania mediada pelo consumo de medicamentos.