“Ali onde está o assombro” : desmarginação e criação literária na tetralogia de Elena Ferrante
Esta dissertação relaciona os caminhos da criação literária à noção de desmarginação, cunhada por Elena Ferrante, na tetralogia napolitana. A desmarginação é um neologismo inventado por uma das personagens principais desse romance com o intuito de nomear uma sensação que experimenta, mais de uma vez...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/194381 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/194381 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Psicanalise e literatura Smarginatura Psychoanalysis Maurice Blanchot Elena Ferrante Literary Creation |
| Sumario: | Esta dissertação relaciona os caminhos da criação literária à noção de desmarginação, cunhada por Elena Ferrante, na tetralogia napolitana. A desmarginação é um neologismo inventado por uma das personagens principais desse romance com o intuito de nomear uma sensação que experimenta, mais de uma vez, de perder as margens, de dissolver as fronteiras entre si e seu entorno. Essa experiência indica um processo que propomos estar em causa na criação literária o que permite a esse estudo destacar a desmarginação como um operador conceitual que decanta da ficção de Ferrante, especialmente quando a fazemos conversar com Maurice Blanchot, nos livros A parte do fogo, O espaço literário e O livro por vir. Na história da série napolitana, a narradora Elena Greco começa a escrever os livros que temos em mãos como uma forma de criar um lugar simbólico para o vazio deixado por sua melhor amiga, Lila Cerullo, que desapareceu sem deixar vestígios. Na rememoração da vida que as duas tiveram juntas, acompanhamos alguns acontecimentos que testemunham o processo de tornar-se de escritora de Elena como um desdobramento do que restou inassimilável da relação com a amiga. Junto com Blanchot, a psicanálise nos ajuda a olhar para as nuances dessa relação e abre o caminho para pensarmos a personagem Lila como localização da desmarginação, um movimento que propomos inerente à literatura, com a qual quem escreve precisa, em algum momento, se encontrar. |
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