Implicações da vivência da racialidade para a prática clínica de psicoterapeutas

Considerando que a clínica psicológica é profundamente influenciada por fatores sociais, o presente estudo teve como principal objetivo compreender as implicações do conhecimento sobre raça e racismo na prática clínica dos psicoterapeutas, a partir de suas próprias vivências raciais. Para isso, foi...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Silva, Maria Monaliza Gabriel, Carneiro, Virgínia Teles
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Psicologia e Saber Social
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/88291
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/psi-sabersocial/article/view/88291
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Manejo Clínico
Letramento Racial
Racismo
Racialidade
Psicologia Clínica
Descripción
Sumario:Considerando que a clínica psicológica é profundamente influenciada por fatores sociais, o presente estudo teve como principal objetivo compreender as implicações do conhecimento sobre raça e racismo na prática clínica dos psicoterapeutas, a partir de suas próprias vivências raciais. Para isso, foi utilizado o método qualitativo, com uma amostra composta por quarenta e dois psicoterapeutas, que responderam a um questionário online. Para a análise dos dados, foram empregadas a estatística descritiva simples e a análise temática. Os resultados foram categorizados em duas principais áreas: a) Manejo clínico de psicoterapeutas brancos; b) Manejo clínico de psicoterapeutas não-brancos. Na primeira categoria, observou-se que, predominantemente, a questão racial dos psicoterapeutas brancos só é abordada quando há interação com pessoas não-brancas no contexto terapêutico, evidenciando um letramento racial insuficiente. Na segunda categoria, observou-se que psicoterapeutas pretos e amarelos demonstram uma maior atenção à competência cultural, o que influencia positivamente em seu manejo clínico. Entretanto, psicoterapeutas pardos apresentam dificuldades em relação ao conhecimento étnico-racial, devido ao seu "não-lugar" social. Conclui-se que é necessária uma ampliação do debate sobre racialidade nos cursos de graduação e pós-graduação em psicologia, além de incentivar os próprios psicoterapeutas a investir na temática. Isso é fundamental para evitar a reprodução do racismo no ambiente terapêutico e para combater a manutenção do status quo da branquitude.