Alegres, para além de tudo: estratégias sensíveis dissidentes no cinema queer brasileiro contemporâneo
A contemporaneidade é marcada por novas tecnologias midiáticas e audiovisuais, bem como por uma instrumentalização do sensível que leva autores a considerar nossos tempos uma “época estética”. Nesse mesmo contexto, percebe-se uma crescente produção cinematográfica e audiovisual mobilizada por corpos...
| Author: | |
|---|---|
| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2025 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repository: | Repositório Institucional da UNESP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/310406 |
| Online Access: | https://hdl.handle.net/11449/310406 http://lattes.cnpq.br/1909575852516041 https://orcid.org/0000-0003-4998-9262 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Cinema brasileiro Cinema queer Alegria Afeto Teoria queer Queer theory Queer cinema Brazilian film Affect Joy |
| Summary: | A contemporaneidade é marcada por novas tecnologias midiáticas e audiovisuais, bem como por uma instrumentalização do sensível que leva autores a considerar nossos tempos uma “época estética”. Nesse mesmo contexto, percebe-se uma crescente produção cinematográfica e audiovisual mobilizada por corpos dissidentes – notadamente LGBTQIAPN+, com recorrentes recortes de raça e classe. A presente pesquisa busca analisar de que formas essa produção cinematográfica dialoga com fenômenos do capitalismo contemporâneo e se apropria de estratégias sensíveis circundantes nas mídias e no audiovisual para propor “algo novo”; de que formas essa produção observa nossos tempos, apropria-se de suas possibilidades e constrói “corpos quebrados”, obras deliberadamente fragmentárias que não podem ser totalmente contidas pelas lógicas do capitalismo. Toma-se como objeto um corpus composto por nove filmes, entre longas e curtas-metragens. A metodologia, de natureza qualitativa, mobiliza uma constelação fílmica (Souto, 2020) com análise inspirada por uma abordagem afetiva das imagens e sons (Del Río, 2008; Ramalho, 2012; Baltar, 2012), com ênfase em sua corporeidade, matéria visível e expressividade, observando-se esses como elementos centrais da produção de sentidos e de experiências estéticas. A partir da análise fílmica, enuncia-se duas chaves de leitura: elogio ao indiscernível e alegria queer, aplicadas como um modo específico de observar obra a obra. Acredita-se que esses filmes, ao modularem novas formas de sensibilidade, podem ser lidos como estratégias sensíveis dissidentes que, ao observarem nossa “época estética”, apropriam-se dela e promovem disputa sobre o que nossos tempos podem ser. |
|---|