O uso do logos: um estudo a partir do judaísmo do segundo templo, do mundo greco-romano e do prólogo joanino 1.1-18

Ao longo da história da pesquisa bíblica na academia, o conceito “logos”, no prólogo do Quarto Evangelho, tem sido constantemente relacionado com as narrativas de Gênesis 1.1-2.4a e com o pensamento do mundo greco-romano. Entretanto, ao se buscar o termo logos na primeira narrativa da criação, surpr...

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Detalles Bibliográficos
Autor: RODRIGUES, Antônio Teles
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)
Repositorio:Repositório da METODISTA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.metodista.br:123456789/123
Acceso en línea:https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/123
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Logos
Prólogo Joanino
Judaísmo do Segundo Templo
Mundo Greco- Romano
Gênesis 1-2. 4a
Johannine Prologue
Second Time Judaism
Greco-Roman World
Ciências Humanas
Descripción
Sumario:Ao longo da história da pesquisa bíblica na academia, o conceito “logos”, no prólogo do Quarto Evangelho, tem sido constantemente relacionado com as narrativas de Gênesis 1.1-2.4a e com o pensamento do mundo greco-romano. Entretanto, ao se buscar o termo logos na primeira narrativa da criação, surpreendentemente ele não será encontrado. De modo semelhante, quando se pergunta pela pré-existência ou pela encarnação do logos no mundo greco-romano, descobre- se que esses dois aspectos inexistem na literatura a respeito do tema. Por essas razões, a presente pesquisa assumiu a hipótese de que a concepção do logos, conforme o prólogo do QE, vincula- se ao judaísmo do Segundo Templo, pois, se o termo, enquanto instrumento de criação, está ausente em Gênesis, aparecendo somente a partir da tradição Sapiencial, sobretudo nos Salmos; e se o emprego do logos no mundo greco-romano não revela intertextualidades suficientes com o logos joanino, pode-se pensar que João tenha recorrido ao judaísmo do Segundo Templo para adotar ou desenvolver uma nova maneira de abordar o conceito. Isto posto, o presente estudo tem como objetivo verificar a aplicação do conceito do logos no prólogo do QE. A metodologia adotada para a realização desta pesquisa consistiu na revisão bibliográfica, que levou em conta os diversos estudos realizados sobre o tema, e o estudo exegético-crítico do prólogo joanino (Jo 1.1-18), a partir do Novo Testamento Grego (28ª. edição Nestle-Aland) e outras versões dos textos bíblicos, como a Septuaginta, a Vulgata Latina, a Bíblia Hebraica (BHS) e os manuscritos de Qumrã, bem como outros referenciais e escritos apócrifos, que ajudaram a compor o material para a elaboração de uma exegese crítica. Os resultados encontrados indicam que, no decurso da história atinente às pesquisas acadêmicas sobre o logos joanino, ele foi amplamente correlacionado a Gênesis 1 e ao mundo greco-romano. Entretanto, a conclusão obtida nesta pesquisa é diferente, não somente em termos de pano de fundo ou intertextualidade, mas, sobretudo, no que diz respeito ao emprego do termo “logos” no prólogo do QE.