Espiritualidade, nacionalismo, ambientalismo: o discurso animista em O Conto da Princesa Kaguya de Isao Takahata

O objetivo deste trabalho é analisar O Conto da Princesa Kaguya, último filme do renomado diretor de animação e cofundador do Studio Ghibli Isao Takahata (1935-2018), a partir do prisma de um discurso animista desenvolvido no Japão a partir da segunda metade do século XX. Esse discurso desafiou algu...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Mellio, Murilo Furlan
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-08112022-133737
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8157/tde-08112022-133737/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Anime
Animism
Animismo
Isao Takahata
O Conto da Princesa Kaguya
Studio Ghibli
The Tale of the Princess Kaguya
Descrição
Resumo:O objetivo deste trabalho é analisar O Conto da Princesa Kaguya, último filme do renomado diretor de animação e cofundador do Studio Ghibli Isao Takahata (1935-2018), a partir do prisma de um discurso animista desenvolvido no Japão a partir da segunda metade do século XX. Esse discurso desafiou alguns fundamentos da modernidade, como a dicotomia natureza-humanidade derivada do pensamento cartesiano e a teoria do desencantamento do mundo proposta por Max Weber, e também esteve relacionado à busca por uma identidade nacional japonesa em uma época de incertezas. A premissa deste trabalho é que, enquanto o estudo do discurso animista japonês pode ajudar na compreensão da obra de Isao Takahata (mais especificamente) e do Studio Ghibli (de forma mais ampla), a análise de O Conto da Princesa Kaguya a partir do discurso animista pode trazer insights sobre a interconexão de relevantes questões contemporâneas, como espiritualidade, nacionalismo e ambientalismo